Política e Economia

Com CEI Instaurada, Câmara Recebe Secretário de Saúde Nesta Terça-Feira

RONALDO Carlos Gonçalves Júnior foi convocado (O Regional)
Assine

Uma semana depois da formação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar as medidas de prevenção para infestações do Aedes Aegypti, a Câmara de Vereadores espera a presença do secretário municipal de Saúde Ronaldo Carlos Gonçalves Júnior para a sessão desta terça-feira, dia 13.
Além do secretário, é esperada também a presença de Daniela Aguiar Bellucci, diretora do Departamento de Vigilância Sanitária. O objetivo da convocação proposta pelo presidente da Câmara, vereador Aristides Jacinto Bruschi (PEN), é que os convidados expliquem o que vem sendo feito para evitar nova epidemia de doenças provocadas pelo mosquito.
Esta já é a terceira sessão para a qual o secretário foi convocado. A primeira convocação era para o dia 27 de fevereiro, depois 6 de março e agora para esta terça-feira. A reportagem questionou o Governo sobre a confirmação de presença nesta sessão, e sua participação foi confirmada.
O alerta sobre o risco de infestação do mosquito chegou ao Poder Legislativo através de ofício da Superintendência de Controle de Endemias do Estado (Sucen). O documento foi lido no plenário pelo presidente e, além do secretário, o responsável pelo órgão também foi chamado a explicar a situação. Ao utilizar a tribuna na semana passada, Nelson Yamamoto, explicou como é feito o controle de infestação do mosquito e concluiu que a situação em Catanduva seria caótica.
“Vemos, pela variação do Lira realizado em janeiro de 2018, mesmo quando considerado pelo seu ponto mais baixo no intervalo de confiança, retrata uma situação caótica, entretanto, a simples observação da presença do Aedes mostra que os indicadores estão acima da média”, considerou em apresentação aos vereadores.
O índice medido em janeiro foi de 8,3 quando o tolerável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é abaixo de 1. A apresentação concluiu que a situação seria gravíssima. “Risco a gente sempre corre. Tanto se tiver índice zero ou acima do permitido pela OMS. Orientamos os municípios a quando tiver um suspeito já fazer um bloqueio de 150 metros para varrer os criadouros”, respondeu Yamamoto a questionamento de Enfermeiro Ari.

Nathalia Silva
Da Reportagem Local