Política e Economia

CEI ‘do Aedes’ Aguarda Transcrição de Fala do Secretário Para Iniciar Depoimentos

Amarildo deve agendar depoimentos na CEI do Aedes (O Regional)
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A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga as medidas de prevenção para infestações do Aedes Aegypti – CEI do Aedes – aguarda a transcrição de fala do secretário de saúde, Ronaldo Carlos Gonçalves Júnior que esteve há cinco meses na Câmara para tirar dúvidas dos vereadores sobre o controle de focos do mosquito.
Amarildo Davoli, que preside a CEI, informou sobre o andamento da comissão ontem, durante sessão ordinária.
Segundo Davoli, após receber a transcrição, pretende marcar reuniões para definir datas para colher depoimentos.
O presidente da Câmara informou que toda a fala do secretário foi encaminhada para uma empresa contratada que fará a transcrição e encaminhará para a comissão.
A Câmara de Vereadores de Catanduva instaurou CEI há cinco meses na época, indicador demonstrava o nível grave de infestação do mosquito Aedes aegypti, o vetor de doenças como a dengue, zika vírus e chikungunya.
A investigação teve início por requerimento do vereador Amarildo Davoli (PSB). Em entrevista ao Jornal O Regional, o parlamentar explicou que decidiu pedir a CEI depois da divulgação de índice superior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Para a gente ajudar o secretário de saúde, a Emcaa porque o nível larvário está acima do permitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que é menor que 1. O próprio Jornal O Regional noticiou índice larvário que veio da Sucen com uma média de 8,3 e o setor 5 está com 11,5. Para se ter uma ideia, no setor 5, foram visitadas cerca de 680 casas e deu índice de 11,5. Cerca de 700 casas não foram visitadas nesse setor. Então, o índice não é de 8,3 na média. Se for ver o índice é de 17 a 18%, muito acima do índice de 2014 quando deu epidemia e morreram quase 100 pessoas na cidade. Com essa preocupação que estamos montando essa CEI para trazer o pessoal da Emcaa para a Câmara, o prefeito para ver o que pode se fazer para que não tenha uma epidemia de dengue”, afirmou em março.
Davoli criticou a decisão do Governo, no final de 2017, de alterar a rotina de trabalho dos agentes visitadores da Equipe Municipal de Combate ao Aedes aegypti (Emcaa). Em vez de trabalhar de segunda-feira a sexta-feira e fazer mutirões aos sábados, os agentes agora trabalham de terça-feira a sábado em jornada regular.
“A Prefeitura deixou de gastar R$ 240 mil por ano e mudou o pessoal de segunda para sábado. O pessoal que trabalhava de sábado ganhava 50% de horas extras e visitava as casas do pessoal que trabalha de segunda a sexta. Desmotivou o pessoal sem pagar horas extras e o índice larvário está subindo. Acho que tinha que ter um processo de educação permanentemente. Inclusive no rádio, televisão além da visitação”, completou
Uma semana depois da formação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar as medidas de prevenção para infestações do Aedes Aegypti, a Câmara de Vereadores recebeu a presença do secretário municipal de Saúde Ronaldo Carlos Gonçalves Júnior .
O alerta sobre o risco de infestação do mosquito chegou ao Poder Legislativo através de ofício da Superintendência de Controle de Endemias do Estado (Sucen). O documento foi lido no plenário pelo presidente e, além do secretário, o responsável pelo órgão também foi chamado a explicar a situação. Ao utilizar a tribuna, Nelson Yamamoto, explicou como é feito o controle de infestação do mosquito e concluiu que a situação em Catanduva seria caótica.
“Vemos, pela variação do Lira realizado em janeiro de 2018, mesmo quando considerado pelo seu ponto mais baixo no intervalo de confiança, retrata uma situação caótica, entretanto, a simples observação da presença do Aedes mostra que os indicadores estão acima da média”, considerou em apresentação aos vereadores.
O índice medido em janeiro foi de 8,3 quando o tolerável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é abaixo de 1. A apresentação concluiu que a situação seria gravíssima. “Risco a gente sempre corre. Tanto se tiver índice zero ou acima do permitido pela OMS. Orientamos os municípios a quando tiver um suspeito já fazer um bloqueio de 150 metros para varrer os criadouros”, respondeu Yamamoto a questionamento de Enfermeiro Ari.

Karla Konda
Editora Chefe




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