Política e Economia

Catanduva Repete Nota Zero no Indicador de Liquidez do Ranking Firjan

INIDICADOR tinha nota máxima até 2011 e despencou em 2015 (Reprodução IFGF)
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Catanduva ficou entre as 715 cidades brasileiras que tiveram nota zero no indicador de liquidez do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, que avalia a utilização dos recursos públicos no País. Os dados são referentes ao ano de 2016.
Este foi o segundo ano consecutivo em que a cidade não pontuou neste indicador. O resultado coloca o Município dentre aqueles que tiveram conceito ‘D’, ou cidade, locais onde a gestão é analisada como crítica. Quando considerado isoladamente o indicador de liquidez, Catanduva ficou na posição de número 405 no ranking estadual e 3.830 a nível nacional.
“Um dos indicadores que compõem o índice, o IFGF Liquidez é um dos problemas evidenciados no estudo. São Paulo foi o estado com o maior número de notas zero nesse indicador, o que mostra que um em cada três prefeitos terminou o mandato sem recursos em caixa para cobrir os restos a pagar”, informou a assessoria de imprensa do Sistema Firjan.
Segundo o levantamento, a situação de liquidez zero seria um reflexo da crise econômica e do engessamento das contas públicas em razão das despesas fixas obrigatórios, tais como aplicação em saúde, educação e folha de pagamento. Com isso, a estratégia adotada pelos prefeitos destas cidades teria sido jogar os restos a pagar para o futuro, ainda que sem caixa para quitá-los.

“A FIRJAN também ressalta que, diante de um orçamento cada vez mais engessado, as prefeituras têm postergado despesas para o ano seguinte para ajustar as contas. Em 2016, 715 prefeitos (15,7%) adotaram essa estratégia e não deixaram recursos em caixa para cobrir os restos a pagar, o que é proibido pela LRF. Por isso, essas cidades ficaram com nota zero (gestão crítica) no indicador de Liquidez do estudo. Ao todo, essas prefeituras deixaram uma conta de mais de R$ 6,3 bilhões para os próximos gestores. Neste grupo, estão as capitais Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). A região Sudeste é a que apresenta a pior situação, com 335 (23,1%) prefeituras que encerraram o mandato com mais restos a pagar do que recursos em caixa”, indicou.
Na série histórica dos últimos 11 anos, as duas notas zero dos anos de 2015 e 2016 par ao indicador de liquidez são os piores desempenhos que a cidade registra. Até 2011 todos os conceitos foram ‘A’, ou seja, de gestão de excelência. Entre os anos de 2008 e 2011 o Município teve nota máxima neste indicador: 1.0.
Em 2012, último ano do segundo governo do atual prefeito Afonso Macchione Neto (PSB), ocorreu a primeira queda na série e o índice de liquidez foi a 0,6035 deixando a cidade com conceito ‘B’, de boa gestão.
No primeiro ano da gestão de Vinholi foi registrada recuperação e a nota subiu para 0,6609, ainda dentro do conceito ‘B’. Já em 2014, o indicador caiu para o conceito de gestão em dificuldade (0,5547) e no ano seguinte chegou a zero, considerado gestão crítica, mesma nota com a qual fechou seu governo.

Nathália Silva
Da Reportagem Local