Política e Economia

Catanduva Despenca 547 Posições no Ranking Firjan de Gestão Fiscal

GRÁFICO demonstra resultados do Município no ranking (Reprodução Firjan)
GRÁFICO demonstra resultados do Município no ranking (Reprodução Firjan)
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C atanduva despencou 547 posições no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) no ano de 2016. A cidade saiu da 1.543ª posição no ranking nacional realizado em 2015 para o 2.090º lugar na pesquisa realizada no ano passado.
O IFGF mede uma série de indicadores dos municípios brasileiros, tais como: Receita Própria, Gastos com Pessoal, Investimentos, Liquidez e Custo da Dívida. A cada um dos indicadores é dado um conceito que varia de A, considerado gestão de excelência, para cidades com notas superiores a 0,8 pontos; B que significa boa gestão de cidades com notas entre 0,6 e 0,8 pontos; C que corresponde a gestão em dificuldades e engloba cidades com notas entre 0,4 e 0,6; e ainda D que é o conceito atribuído a cidades com gestão crítica em notas inferiores a 0,4.
Catanduva, pelo segundo ano consecutivo, ficou entre as cidades com gestão em dificuldades. No último ano, entretanto, a nota foi inferior a de 2015 e chegou a 0,4797. Ficam neste conceito 57,5% das cidades pesquisadas em todo o Brasil.
A queda no indicador vem ocorrendo desde o ano de 2013 quando a cidade saiu do grupo de excelência e caiu para o conceito B. Ainda assim, naquele ano, a cidade teve 0,7019 pontos. No ano seguinte, em 2014, também houve queda (0,7017), mas Catanduva ainda continuou dentre as cidades classificadas com boa gestão. Em 2015, entretanto, o município passou a figurar dentre as cidades em dificuldade, posição que não tinha figurado desde o início da pesquisa, em 2006. Na região, ficou atrás de cidades como São José do Rio Preto que ficou com a 64ª posição a nível nacional, Embaúba (709ª), Monte Alto (783ª) e Pindorama (1.061ª).

Quando considerado o ranking estadual, Catanduva também teve piora no desempenho. Em 2015 era a 199ª cidade do Estado de São Paulo e no ano passado caiu para a 239ª posição. “O objetivo do estudo é avaliar como são administrados os tributos pagos pela sociedade, já que as prefeituras são responsáveis por administrar um quarto da carga tributária brasileira, ou seja, mais de R$ 461 bilhões, um montante que supera o orçamento do setor público da Argentina e do Uruguai somados”, explicou a assessoria da Firjan.
A queda de desempenho no indicador também teria ocorrido no Estado de São Paulo que ficou abaixo da média nacional. “Quando analisados os indicadores que compõem o IFGF, o acúmulo de restos a pagar e os baixos investimentos foram os principais responsáveis por deixar São Paulo em uma posição desfavorável em relação à média do país. O percentual de prefeituras do estado com avaliação positiva no IFGF é de apenas 10,6%, o que é inferior à proporção nacional, de 14,1%. O IFGF médio das cidades paulistas foi de 0,4595 ponto, 1,3% abaixo da média brasileira, que foi de 0,4655”, completou a Firjan.

Nathália Silva
Da Reportagem Local

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