Política e Economia

Cândido, Porto e Baraldi Integram Comissão Para Investigar Macchione

Os vereadores Cidimar Porto, Nilton Lourenço Cândido e Onofre Baraldi serão os membros de mais uma comissão processante aberta para investigar possível infração político administrativa do prefeito Afonso Macchione Neto. Em votação realizada durante sessão ordinária de ontem, por 11 votos a 2, a nova comissão foi instaurada. A investigação tem início com base de representação formulada por munícipe que cita a condenação do prefeito Macchione em 2ª instância sobre gastos fraccionados com o carnaval de mandatos anteriores. A utilização dos ônibus da frota municipal também integra a denúncia, mas já é apurada em outra comissão processante.
Votaram contra a admissibilidade da denúncia, os vereadores Cidimar Porto – que agora é membro da comissão – e o presidente da Câmara, Luís Pereira.
Para a escolha dos membros foi feito um sorteio. Nomes de todos os parlamentares, exceto do presidente da Casa foram colocados em uma urna. Três representantes da imprensa de Catanduva participaram e retiraram um papel contendo o nome dos integrantes da comissão.
A sessão foi suspensa por alguns minutos até a definição dos cargos dentro da comissão. Porto foi nomeado o presidente. Nilton Cândido relator, Onofre Baraldi membro.
A comissão processante foi aberta depois de parecer da Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. O parecer foi protocolado na semana passada. No documento, assinado pelos três membros, Aristides Jacinto Bruschi, Mauricio Gouvea e Benedito Alexandre Pereira, a comissão dava parecer favorável pela admissibilidade da representação feita pelo Professor Wellington Rosa. O documento enviado é baseado em condenação do chefe do Executivo sobre realização de carnaval no mandato anterior e sobre a utilização dos ônibus da frota escolar.
Rosa indica a condenação de Macchione sobre os carnavais realizados em mandato anterior. “Refere-se a compras realizadas de forma fraccionada. Tais contradições se deram na grande maioria pela Associação dos Artesãos, num total de R$ 87 mil”.
O denunciante argumenta ainda sobre os motivos de relacionar situação ocorrida em outro mandato de Afonso Macchione Neto. “Apesar de ser no mandato anterior, o conhecimento dos mesmos pelo Legislativo e pela população, assim como a condenação em 2ª instância se deram no atual mandato”.
“Logo entendo que houve infringência do princípio constitucionais da modalidade, da impessoalidade”, complementou o professor.
O uso do transporte escolar também não ficou de fora da denúncia realizada. “Além de praticas que culminaram no caos do transporte coletivo, resultado na privação dos alunos ao acesso aos estudos”.

Karla Konda
Da Reportagem Local