Polícia

Operação Flagra Irregularidades em 35% dos Comércios Que Vendem Pneus

No total, foram fiscalizados 37 estabelecimentos, entre reformadores e lojas de pneus (Divulgação/IPEM)

A Operação “Vulcano” flagrou irregularidades em 35% dos comércios que vendem pneus reformados. A ação foi realizada em todo Estado de São Paulo e inclui o interior. Catanduva ficou de fora do estudo, mas outras cidades da região aparecem no levantamento do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM).
No total, foram fiscalizados 37 estabelecimentos, entre reformadores e lojas de pneus. Deste número, 24 estavam regulares, mas outros 13 apresentaram problemas. Das 19 empresas que reformam os pneus, nove foram autuadas por irregularidades como falta de registro do Inmetro, ou registro fora de validade, ou reforma de pneus de motos. Além de São Paulo, regiões de Araçatuba, Bauru, Campinas, São José dos Campos e a vizinha São José do Rio Preto integram o estudo.
A fiscalização analisou 5.724 pneus, sendo que 5.383 deles foram aprovados e 341 foram reprovados. O que corresponde que 6% do total que estava irregular. Entre os problemas identificados, estava falta do selo do Inmetro, falta de informações como a data da reforma, a identificação do reformador ou a identificação do pneu reformado.
“A portaria Inmetro 554/2015 regulamenta a reforma de pneus para automóveis, camionetas, caminhonetes, veículos comerciais, comerciais leves e seus rebocados e traz os requisitos técnicos obrigatórios para a execução deste serviço. A reforma de pneus para motocicletas é vedada por esta portaria”, informa o IPEM.
De acordo com a regulamentação, os critérios de seleção dos pneus devem ser respeitados para a reforma e não devem ter materiais usados na reforma. Esse processo errado é conhecido como “peruca” onde uma banda de um pneu já usado fica para a reforma de outro.
“Somente poderão executar o serviço de reforma as empresas que possuírem o compulsório registro junto ao Inmetro e para isso a empresa passa por uma verificação da conformidade de sua documentação, seus processos e seus produtos finais. Amostras de pneus reformados pela empresa são submetidos aos ensaios dimensional e de velocidade sob carga para garantirem a qualidade do pneu reformado”, complementa o IPEM.
O cliente deve exigir que o pneu reformado tenha o selo de identificação do Inmetro, além do registro da empresa. Vale ressaltar que pneus reformados em desconformidade à regulamentação podem trazer riscos à segurança do consumidor pois a reforma de pneus sem critérios de seleção, equipamentos e procedimentos adequados ou o uso de materiais inapropriados podem fazer estes pneus mais suscetíveis a falhas, como deformações, dificuldades no balanceamento ou destacamento de partes do pneu.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local