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Oito Escritórios de Contabilidade da Região São Fiscalizados

Fiscalização foi feita pelo Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (Divulgação)

Oito escritórios de contabilidade da região de Catanduva foram fiscalizados em operação. O objetivo da ação foi o de realizar abordagens em escritórios que funcionam de maneira clandestina. A fiscalização foi feita pelo Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRCSP).
A operação, que teve início no dia 21 de novembro, terminou ontem (29). Em Catanduva foram fiscalizados quatro escritórios. Outros dois teriam encerrado as atividades e um estaria com regularização em andamento. Em Elisiário um escritório foi fiscalizado. Em Marapoama, a organização não teria sido encontrada no endereço divulgado. Na cidade de Urupês um escritório foi fiscalizado por equipes.
No total foram 26 cidades do noroeste paulista visitadas. 60 organizações foram vistoriadas e 22 foram notificadas. Os proprietários tem um prazo de 15 dias para se regularizarem. Em Rio Preto, por exemplo, foram cinco escritórios notificados.
O setor aponta que os escritórios clandestinos desrespeitam as exigências para o exercício da profissão e muitas vezes contratam pessoas que não estão capacitadas para atuarem na área, sem formação no setor.

O levantamento das empresas que estavam em situação irregular foi feito por convênios com a Receita Federal e a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) que repassaram dados de empresas abertas no setor de “contabilidade” que não tinham registro no órgão. Em todo território paulista foram 11 mil empresas contábeis flagradas funcionando de maneira irregular.
“No final, os clientes acabam sendo seriamente prejudicados pelos erros cometidos por esses profissionais irregulares, pois quando decidem buscar os seus direitos, descobrem que foram ludibriados, tendo que arcar com as consequências fiscais e até criminais”, disse o vice-presidente de Fiscalização do CRCSP, José Donizete Valentina.
Todas as empresas e profissionais que foram atuados terão os casos analisados por um tribunal de ética e disciplina, formado por conselheiros da entidade. As infrações podem resultar em multa, suspensão do exercício da profissão, advertência reservada, censura reservada, censura pública e cassação do exercício.

Cíntia Souza
Da reportagem local