Polícia

Mais de 500 Flagras de Motoristas Embriagados em Cinco Anos

Os dados levam em consideração as multas da Lei Seca (Divulgação)
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570 – esse é o número de flagras de motoristas embriagados nos últimos cinco anos em Catanduva. O resultado pode ser ainda maior, já que o levantamento de 2017 leva em consideração os dez primeiros meses do ano. Até o momento, 2016 teve o mais expressivo número de casos contabilizados, com 218 registros. A informação foi repassada a reportagem de O Regional pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
Os dados levam em consideração as multas da Lei Seca que incluem a embriaguez ao volante e a recusa ao bafômetro e foram registradas pelas equipes da Polícia Militar em operações do programa Direção Segura, além das fiscalizações de rotina realizadas no perímetro urbano da Cidade Feitiço.
Quando foi criada a lei, que tem tolerância zero para a mistura de bebidas alcoólicas e direção, em 2013, foram contabilizados 99 casos, no ano seguinte foram cinco flagras a mais (104). Em 2015 foram 133 registros e de janeiro a outubro de 2017, Catanduva somou 160 autuações, o que antes mesmo da contagem final mostra que é o segundo maior número até o momento.
Catanduva segue na contramão do visto em território paulista. O motivo é que o índice chegou ao menor número desde 2013. O balanço de 2017 mostra que os agentes registraram uma autuação a cada 15 veículos que foram fiscalizados. No ano anterior a proporção era de um para 9,4 fiscalizações. Em 2013 havia registro de uma multa aplicada para cada 10,3 veículos fiscalizados.
O recorde também foi visto na quantidade de veículos fiscalizados em 2017, em que chegou a 78.009, resultado de 280 operações no Estado de São Paulo. No total, foram multados 5.179 motoristas no ano passado.
Vale ressaltar que além dos condutores que dirigem embriagados e pagam multa, aqueles que se recusam a fazer o teste do bafômetro também são penalizados com autuação de R$ 2.934,70, além da suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
“O argumento de que ninguém é obrigado a produzir provas contra si não se aplica nessa situação porque o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no artigo 165-A, prevê essas penalidades pelo simples fato da recusa. Em caso de reincidência nos 12 meses seguintes, o valor da multa dobra (R$ 5.869,40) e a CNH é cassada por dois anos”, informa o Detran.
No caso dos condutores que se recusarem a soprar o bafômetro e tiverem sinais aparentes de embriaguez, o que pode caracterizar crime, eles são encaminhados ao médico-perito da blitz para exame clínico no local.
O programa Direção Segura, que tem ações realizadas inclusive em Catanduva, foi criado para prevenir e reduzir os acidentes e morte no trânsito que são causados pelo consumo de álcool combinado com direção. As operações são feitas pelas equipes do Detran, Polícia Civil, Militar e Técnico-Científica.
“Dessa forma, as providências decorrentes de cada abordagem são tomadas no local e no momento da ação, sem a necessidade de deslocamentos para delegacias ou ao Instituto Médico Legal (IML). Vale ressaltar que a Lei Seca é fiscalizada também em ações de rotina da Polícia Militar, no perímetro urbano, pela Polícia Rodoviária Estadual, em nome do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), nas estradas estaduais, e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), nas rodovias da União”, finaliza o Detran.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local




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