Peneira Fina

PENEIRA FINA 30-11-2018

Câmara x Executivo
Os embates entre o prefeito Afonso Macchione Neto e os vereadores dessa legislatura não pararam e pelo jeito não tem prazo para terminar. O Chefe do Executivo parece ter decidido utilizar as mesmas armas da Câmara, entrar com ações na Justiça. O prefeito acusa os parlamentares de terem cometido dano ao erário quando aprovaram a lei do Refis. Para a administração, os parlamentares descumpriram a lei de Responsabilidade Fiscal, quando decidiram manter o parcelamento de débitos e a retirada de juros e multas. Os vereadores alegam ter ficado sem entender, já que o próprio Tribunal de Justiça teria sido favorável ao projeto, derrubando inclusive, liminar concedida ao Executivo. O refis foi feito em setembro de 2017, com filas extensas de contribuintes dispostos a parcelar seus débitos.

Revide
Há quem diga que esse teria sido uma maneira do prefeito Afonso Macchione Neto revidar a representação da Câmara contra a licitação aberta para o transporte coletivo. O executivo não teria gostado nada da imposição do Legislativo, mas isso já antes mesmo de abrir a licitação, quando os parlamentares não aprovaram o projeto para a licitação.

E teve mais
A Câmara tem barrado diversos projetos do Executivo. Com votações, inclusive, em regime de urgência. Como foi o caso dos três projetos que previam a criação de um fundo para o pagamento do dissídio e a transferência das responsabilidades financeiras para a Saec sobre os servidores do Meio Ambiente.

Educação
E não podemos esquecer também o primeiro do projeto de lei encaminhado pela Secretaria de Educação e, posteriormente, as duas resoluções sustadas pela Câmara que definia o calendário escolar de 2019.

Como mudar isso?
Como dissemos acima, os embates entre Câmara e prefeitura, principalmente pelo lado dos vereadores, vão até para o lado pessoal. Até mesmo a saúde do prefeito tem sido mencionada e um dos que mais falam a respeito é o presidente da Câmara. Toda essa disputa e todo esse impasse entre os dois poderes só tem causado uma coisa: Temor na população. O que será de Catanduva se todas essas “picuinhas” não terminarem? E mais: como mudar isso?

Bem aparecido
O Ex-vice prefeito Roberto Cacciari nos últimos tempos tem aparecido com mais frequência nas redes sociais para discutir assuntos de Catanduva e sua política. Seria um sinal de que mais um nome pode voltar aparecer no cenário político para as próximas eleições municipais?

Falando nele
Cacciari comentou sobre a ação movida pela prefeitura e relacionou todo o clima tenso entre os poderes e o desenvolvimento de outros municípios enquanto Catanduva segue estagnada. “Sem querer entrar no mérito da questão, quem está certo ou errado. A prefeitura está processando todos vereadores em mais de 9 milhões de reais. Com isso, continua se repetindo a situação de sempre. Catanduva briga, Rio Preto cresce. Agora, Catanduva continua brigando e Votuporanga desenvolvendo-se cada vez mais. Só desenvolveremos nossa Catanduva com união. Com brigas não vamos a lugar algum. Parados, parados”.

“Se o indulto de Natal for aprovado pelo STF, pelo barulho que o assunto vem sendo comentado nas redes sociais, Temer pode até entregar o cargo, mas além de sair pela porta dos fundos, sofrerá prisão domiciliar auto imposta, porque não haverá lugar no Brasil onde não sofra represálias da população. Fora que quando for julgado pelo processo do Porto de Santos, depois de preso, com certeza mofará na cadeia, porque o presidente eleito Jair Bolsonaro já declarou que em seu governo não haverá indulto. Será que valerá a pena Temer amansar para seus bandidos de estimação? A conferir…”, Beatriz Campos

Furto na Saec
A Superintendência de Água e Esgoto de Catanduva encaminhou texto informando que abriu sindicância para apurar furto de canos praticado por funcionário. Segundo o próprio texto, 50 metros dos canos já foram identificados como sendo comprados pela Saec em 2016. O fato será investigado também pela Polícia Civil. Mas já deixa um alerta. Se a compra desses canos foi em 2016, se havia mais materiais no local que deveriam ter sido colocados em anos anteriores, como a Saec não sabia para onde estavam indo esses canos?

Escorrendo pelo ralo
É dinheiro público escorrendo pelo ralo e favorecendo apenas alguns. O controle de estoque e a distribuição desse tipo de material – que também é bem fácil de perceber que está saindo da superintendência, afinal não é um produto que cabe no bolso – deveria ser mais rigoroso e específico. Este sim é um caso a ser levado a fundo e, mais: buscar verificar todos os materiais utilizados e se tiveram a destinação correta.

13º
Pagar o 13º salário não será uma das tarefas mais tranquilas para parte das micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo. Sondagem do Sebrae-SP revela que 60,5% das MPEs têm empregados com direito ao abono de fim de ano. Porém, 37,8% delas avaliam que será mais difícil arcar com a obrigação em 2018 do que foi em 2017. Outras 37% das MPEs com empregados com direito ao 13º afirmam que o grau de dificuldade será o mesmo.

Da Redação

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