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Peneira Fina

PENEIRA FINA 30-11-2017

(O Regional)

Azedou?
Se tinha gente achando que o prefeito Afonso Macchione Neto (PSB) estava “mais político” nesta gestão quando comparado com as demais, a constatação deve ter caído por terra nesta semana. Governo e aliados não se entenderam sobre mudanças no texto do projeto que transfere a gestão dos serviços de lixo para a Superintendência de Água e Esgoto (SAEC) e a base passou a criticar o prefeito até na tribuna da Câmara. Macchione, por outro lado, disse não ter pretensão de ter base dentro da Casa de Leis. Pelo jeito, a polêmica mudança da gestão do lixo está conseguindo azedar a relação do prefeito com os Edis que se elegeram ao seu lado. Com base ou sem base, o fato é que um ano atrás estavam todos juntos.

A reunião
O prefeito negou que tenha sido acirrada a discussão na última reunião com vereadores. O comentário nos bastidores era de que o chefe do Poder Executivo teria deixado os aliados no Legislativo falando sozinhos.

“Foi uma discussão bastante tranquila, todo mundo colocou da forma que queria, insistimos para que o veto fosse mantido porque a lei ficou confusa, qualquer medida que se tomar sem que exista uma decisão judicial poderemos incorrer em erro. Ficou uma lei que vamos depender de decisão judicial. Acho que isso poderia ter sido evitado. Eu, simplesmente, percebi que a reunião já tinha esgotado tudo o que nós estávamos discutindo, falei muito obrigado e até a próxima e levantei. Não tínhamos mais o que discutir”,
AFONSO Macchione Neto, prefeito de Catanduva.

Indefinido
O que se sabe, e isso é consenso tanto para o prefeito quanto para o autor da emenda polêmica o vereador Amarildo Davoli (PSB), é que ninguém sabe como será a gestão dos serviços de limpeza no próximo ano. Na mesma linha do discurso do vereador, Macchione afirmou para O Regional que não sabe ainda se poderá cobrar, seja no IPTU ou na conta de água, a taxa de lixo em 2018. A saída buscada pelo Governo deve ser, mais uma vez, o Judiciário.

Sem afagos
O distanciamento entre vereadores e o prefeito ficou de certa forma evidente durante a visita do presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) João Cury Neto a Catanduva na tarde de ontem, dia 29. Pelo menos dois até então aliados não fizeram muita questão de ficar em volta do prefeito. André Beck (PSB) e Maurício Gouvêa (PV) preferiram ficar no fundo do espaço onde ocorria a solenidade.

Por outro lado
A relação do prefeito com o presidente da Câmara, vereador Aristides Jacinto Bruschi (PEN), o Enfermeiro Ari, parece estar bastante amistosa. Pelo menos em público. Ao discursar, Macchione fez questão de ressaltar elogiosamente a forma como Ari conduz a Câmara.

Quarto deputado!
O vereador Enfermeiro Ari também elegeu o ex-vereador e atual assessor de Cury, Júlio Ramos (PSD), como sendo o quarto deputado de Catanduva. Ari citou os três eleitos oficialmente (Beth Sahão, Marco Vinholi e Sinval Malheiros), mas completou que em termos de conquistas para a cidade, teria um quarto: Julinho. O ex-vereador e o presidente da FDE também receberam moções do Legislativo.

Mostrar serviço
A Secretaria Municipal de Saúde não fez a mínima questão de mostrar serviço em relação a campanha ‘Novembro Azul’, mês símbolo do combate ao câncer de próstata e pela saúde masculina. Questionada no começo do mês, mesmo depois de diversas cobranças através do setor de comunicação social, a pasta não respondeu nenhuma das questões enviadas. Uma pena que uma secretaria do tamanho e importância que tem a Saúde ignore qualquer oportunidade de divulgar medidas de conscientização sobre a saúde da população.

Para a GCM
O Imprensa Oficial do Município trouxe nesta semana informações sobre contratos para a Guarda Civil Municipal (GCM). Na edição de quarta-feira (29) foi publicado aviso de contratação de instrutor de armamento e tiro, credenciado pela Polícia Federal, para ministrar curso de qualificação para os guardas. O contrato custará R$ 7.125,00. Já na segunda-feira (27), o prefeito lançou edital de licitação para a compra de 75 coletes balísticos para uso dos GCMs. As propostas deverão ser abertas no dia 8 de dezembro.

Material escolar
Pelo que tudo indica, em 2018, o material escolar dos alunos da rede municipal deve chegar mais cedo. Isso a considerar que pelo menos a licitação já está andando. A primeira colocada foi desclassificada e a comissão de licitações decidiu convocar a segunda colocada em cada item. Outra compra que já deve estar em andamento também, ainda pensando em rede de ensino, é dos uniformes escolares. Neste ano teve aluno recebendo as vestimentas no final do primeiro semestre.

Da Redação