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Peneira Fina

PENEIRA FINA 23/05/2021

BRILHANDO?
No auge da pandemia, já na eminência da terceira onda, a prefeitura de Catanduva faz um post sobre a feira livre no aeroporto, com fotos de aglomeração. Dá pra entender? Mas, calma, que pode ficar pior: ainda coloca no título que o evento estava “brilhando”. A repercussão negativa foi imediata e não é pra menos, né? A propósito, desde que começou esse tipo de repercussão nas redes sociais sobre o trabalho de fiscalização da Vigilância de Catanduva, a prefeitura parou de divulgar os boletins dessas ações. O município já havia feito uma série de registros referentes ao descumprimento das determinações de combate à Covid-19. Porém, o último relatório apresentado foi no final de março, sendo interrompido na sequência. Até aquela ocasião, o balanço era de 229 autuações, além de 108 estabelecimentos multados por infrações graves e cinco chegaram a ser interditados. Para se ter uma ideia, a multa mínima para quem descumprir as regras é de R$ 1.100, fora as outras penalidades. No último dia 18, a vigilância publicou um comunicado sobre uma imposição a um dos mais famosos bares da cidade, que vem sendo alvo de inúmeras reclamações de munícipes preocupados com a disseminação do coronavírus. O estabelecimento, localizado na região central, é reincidente e, segundo o próprio comunicado, a equipe evidenciou irregularidades, como descumprimento da legislação, permissão de aglomerações e funcionamento em horário não permitido pelo Plano São Paulo. Contudo, na noite da última sexta, estava lotado. E, com o exemplo dado pela própria prefeitura, enaltecendo eventos com grande público, fica difícil mudar.

DENUNCIE
Mas, afinal, a pergunta que não quer calar é: afinal, qual o balanço atualizado dessas ações da Vigilância Sanitária no município? Cabem mais perguntas? Se sim, porque a prefeitura parou de divulgar esses relatórios? Mais uma: o trabalho em campo continua em andamento ou deu uma esfriada por conta de conflitos? É visível que os bares, principalmente, estão lotados, claramente desrespeitando as normas sanitárias da pandemia. Afinal, como costumam comentar na internet: em Catanduva tem tanta gente nos hospitais e atendimentos da Covid quanto tem nos bares… E os interessados em registrar denúncias, inclusive de forma anônima, podem fazê-lo através do telefone 153.

CIRURGIAS SUSPENSAS
Com o avanço nos casos positivos de Covid-19 em Catanduva, e consequente superlotação nos hospitais, foram suspensas as cirurgias eletivas. Esse tipo de cirurgia já tinha sido suspenso anteriormente, com retomada recente, ainda dentro do contexto de pandemia, com limitações. Porém, elas passam a ser proibidas novamente desde ontem (sábado) em todo o município, com orientações divulgadas aos médicos responsáveis pelos procedimentos. Entende-se por cirurgia eletiva todos os procedimentos possíveis de postergação de agendamento e que não tenham forte possibilidade de causar agravamento da enfermidade a curto prazo em termos de risco de vida e perda de função ou órgãos, que tenham possibilidade de agendamento prévio e que não constituem urgência ou emergência ou que não sejam decorrentes de atendimento a pacientes pós Covid-19.
QUEM ASSUME O POMPEU?
O Pompeu é um bucólico bairro rural, que fica nas proximidades de Palmares Paulista e Paraíso. Em tempos normais, o local é cenário de grandiosas festas temáticas, como quermesses, reunindo toda a comunidade de fazendeiros e sitiantes do entorno, assim como de cidades da região. Porém, por estar em uma posição estratégica, o bairro tem se tornado palco de festas clandestinas, reunindo, principalmente, jovens. Várias denúncias já foram registradas pelos dois municípios citados, mas o problema é que tanto a Vigilância Sanitária quanto a Polícia Militar não podem atuar naquela área. O motivo? Ela pertence a Catanduva, mas até agora nenhuma medida foi tomada a respeito. Os moradores próximos reclamam do descaso, que tem contribuído para o crescimento alarmante de pessoas contaminadas pela covid.

FIM DA PICADA
A gente até tenta acreditar e confiar no ser humano, mas está cada vez mais difícil. Um ato de vandalismo, no mínimo, ridículo, aconteceu na avenida Theodoro Rosa Filho. As mudas de árvores que haviam sido plantadas há pouquíssimo tempo, foram destruídas – algumas arrancadas no talo e outras quebradas. A Secretaria de Meio Ambiente emitiu uma nota em que diz que “repudia e não tolera a ação”. Agora, o departamento estuda a possibilidade de replantar parte das mudas atingidas. A nota reforça ainda que esse tipo de crime pode ser denunciado através do Disque-Denúncia: 153 (GCM).

AVANÇO DA DENGUE
O combate à Dengue segue forte, não só em Catanduva, como também em outras cidades da região. Os agentes da EMCAa continuam com as ações de nebulização em vários bairros, sendo os últimos no Nova Catanduva e no Parque Glória 6. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde e do Departamento de Vigilância em Saúde (DEVISA), o serviço é executado para conter a transmissão da dengue, depois de registrados casos positivos da doença nessas localidades.

BALANÇO
No boletim da dengue, os registros no município de Catanduva são os seguintes, em levantamento feito até agora: em janeiro, foram 90 notificações, sendo 24 casos positivos, 62 negativos e 04 em investigação. No mês de fevereiro, os números apontam 107 notificações, 23 sendo positivas para a doença, 79 negativas e 05 em investigação. Já em março acontece o maior índice do ano, com 157 notificações, sendo 50 casos positivos, 95 negativos e 12 em investigação. Por fim, o último relatório divulgado mostra que em abril foram 111 casos notificados, 25 positivos, 34 negativos e 52 em investigação. A expectativa dos munícipes é com relação aos dados de maio, tendo em vista o avanço das ações, que são baseadas no registro interno de aumento dos casos.