Peneira Fina

PENEIRA FINA 18-12-2018

Toma que o filho é seu!
A briga entre a Prefeitura e a Câmara sobre a situação do transporte público não deve parar por um bom tempo. O final de semana foi marcado, não só pela correria de se implantar os ônibus municipais para a realização do serviço, mas também pelas justificativas dos vereadores pelas redes sociais. Mais do que isso, o prefeito Afonso Macchione Neto voltou a falar sobre a oposição e o presidente da Câmara, assim como a prefeitura já fez, elaborou um comunicado a população. No comunicado o chefe do Legislativo inicia dizendo: “Catanduva ficou sem transporte público e a culpa é do prefeito Macchione! Você precisa saber a verdade desta história! Macchione é responsável pelo caos”. E vai além, fala sobre Macchione “passar a mão na cabeça da Jundiá, não ter exigido melhorias nos ônibus, permitido que a empresa usasse frota sucateada, não aplicando nenhuma multa e mantido uma das tarifas mais caras da região”. Disse ainda que os vereadores cobraram melhores condições no transporte, que o prefeito mandou projeto para Câmara faltando 6 meses para o final do contrato com a empresa, voltou a citar o tempo de contrato que o Legislativo queria que fosse cinco anos, o valor de outorga, a rejeição do projeto por meio de vereadores da base aliada. “Afonso Macchione Neto queria que a população ficasse sem transporte, queria o caos, queria que as pessoas não pudessem ir trabalhar, ele queria que tudo desse errado para poder contratar outra empresa de ônibus”, disse Enfermeiro Ari.

“o prefeito nunca andou de ônibus na vida, por isso não se importa com o transporte coletivo da cidade, ele só se preocupa em conseguir mais dinheiro, mais impostos e a população que se vire”,
Enfermeiro Ari.

Como já diria Luís Pereira…
Agora Inês é morta. Não importa de quem é a responsabilidade. Essa briguinha deveria terminar. Tá chato. A prefeitura assumiu o transporte coletivo, aos trancos e barrancos, a passagem é de graça e ela pode até ser responsabilizada por isso. Mas quem deixou chegar a esse ponto já não importa mais. Se os políticos tem medo de uma crítica da população, saibam que eles são analisados não só por este fato, mas por todos que ocorrem na cidade. Cada um terá um ponto de vista e isso não muda a situação. O que muda é agora uma efetividade para trazer um bom serviço de ônibus para a cidade. Com preço justo e veículos em excelente estado.

E 2019 promete
Se achamos que os ataques terminam por aqui, estamos enganados. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos. Enfermeiro Ari finalizou a participação deste ano em sessão “descendo a lenha” em Macchione. Usou xingamentos mesmo tais como pilantra, cara de pau, mentiroso e por ai vai. Mencionou até mesmo assuntos particulares do prefeito.

Em contrapartida
O prefeito Afonso Macchione também deu seu recado. Em entrevista fez questão de falar sobre o duodécimo da Câmara. “Também temos de preservar os recursos públicos. Não sei quanto a Câmara vai devolver do duodécimo, mas mandamos mais de R$ 12 milhões para este ano. Quero ver quanto vai devolver. Vou fazer uma apresentação de quanto mandamos, quanto devolveu e quanto custa uma sessão da Câmara”.

E disse mais
Desta vez pelas redes sociais. “Amigos, obtivemos aval do Tribunal de Contas para abrirmos a licitação do transporte coletivo. Já estamos tomando as providências, seguindo recomendações do órgão, para contratação de empresa que irá operar de forma definitiva no município. Essa condição confirma nossa tese de que nunca houve irregularidades nos trâmites para concessão, condição que evitaria toda essa problemática causada pela Câmara, que a população está enfrentando. Enfim, o serviço vai continuar de forma provisória, mas caminha à sua regularidade”.

Não, reeleição
Macchione pode ter dito isso para tentar minimizar as críticas e supostas perseguições que tem tido ultimamente e, daqui um tempo dizer que mudou de ideia. Mas, a princípio, disse em alto e em bom som, em entrevista para Vox FM que não sairá mais candidato. Não irá disputar a reeleição em 2020. Disse que deixou de ter o perfil atual para administração e por isso, se esse seria o problema poderiam deixá-lo mais tranquilo.

Teremos interessados
Nesse possível cenário na falta de Macchione numa próxima eleição, outros nomes já devem estar de olho nos possíveis adversários. Julinho Ramos, que já foi candidato seria um dos que poderiam disputar mais uma vez, até mesmo independentemente da candidatura de Macchione. Cacciari seria outro nome, assim como Beth Sahão e até mesmo o presidente da Câmara, Aristides Jacinto Bruschi.

Derrubado
A Assembleia Legislativa derrubou, na quinta-feira (13), o veto do ex-governador Geraldo Alckmin sobre o projeto de lei 1059/2017. O projeto, que foi aprovado no fim do ano passado, acabou sendo vetado pelo ex-governador Geraldo Alckmin. De autoria da deputada estadual Beth Sahão (PT), o texto prevê que shows musicais e eventos culturais ou esportivos voltados para o público infanto-juvenil ficarão obrigados a veicular mensagens alertando sobre o riscos trazidos pelo consumo de álcool e drogas. Os alertas deverão ser apresentados no decorrer das apresentações e também constar nos ingressos dos eventos. Além de mensagens educativas sobre os perigos trazidos por essas substâncias, o público deverá ser informado sobre as penalidades a que os traficantes estão sujeitos. Na justificativa do projeto, a parlamentar lembra que o consumo de álcool entre adolescentes e jovens registrou um aumento de 43,5%, de 2006 a 2016, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Da Redação

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