Peneira Fina

PENEIRA FINA – 12/01/2019

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Mais transporte
Depois de toda repercussão negativa sobre o transporte coletivo e a primeira semana de funcionamento da Tambaú, representantes da empresa estiveram na cidade e participaram de uma reunião de mais de três horas na Prefeitura. Depois da reunião, O Regional entrevistou os proprietários da empresa sobre as reclamações, os ônibus sem óleo diesel, a polêmica sobre os endereços, o valor da passagem, os motivos para alugar veículos da antiga prestadora de serviços e outros.

Prometeram
E eles prometeram que a partir de segunda-feira toda a situação será normalizada e que a população que utiliza o transporte coletivo não irá sofrer pela espera em veículos com pane seca ou quebrados. Para isso, a empresa deixa de operar no domingo.

Às 18 horas
A reportagem de O Regional acompanhou os donos da empresa no Terminal Urbano por volta das 18 horas. Horário de pico e que deveria ter um grande movimento. Talvez toda a situação vivida pelos catanduvenses fez o movimento ser reduzido no final da tarde de ontem.

Desistem?
Em áudio divulgado por aplicativo de conversação, um vereador teria afirmado que a Tambaú já pensava em não manter o contrato emergencial por não ter encontrado a quantidade de usuários afirmados pela prefeitura. Ao ser questionado, o dono da empresa afirmou: “Eu recebi um número de passageiros e esse número tem de existir. Se aquele número não corresponder não é que a empresa vai sair, mas vamos buscar uma solução para tentar solucionar o problema”.

Dificilmente
Os catanduvenses já podem esperar que mesmo depois de uma contratação oficial num contrato de 10 anos prorrogáveis por mais 10, o valor da passagem não será muito inferior ao que vemos hoje no contrato emergencial. Ao questionar os dois donos da Tambaú sobre a visão de valor reduzido na passagem, enquanto um falava a nossa reportagem que era preciso analisar o edital, outro já sinalizava com a cabeça que não seria possível uma grande redução, quiçá uma diminuição de valores.

Tem pretensões
E a Tambaú tem pretensões de participar da licitação que deve ser aberta em Catanduva para o transporte coletivo. “Não viemos apenas para contratação emergencial, temos interesse em participar da concorrência. Mas para dar 100% de certeza que iremos apresentar proposta preciso ver a configuração do edital. Se o edital for atrativo para as minhas condições, vou tentar ganhar. Preciso primeiro ver o edital. Num contrato de cinco anos eu não fico. Não faria nem esforço”.

Cinco anos
Ao citar que vereadores buscavam uma contratação de cinco anos prorrogáveis por mais cinco, o representante da Tambaú afirmou. “ Se eles encontrarem uma empresa com veículos com ar condicionado, zero, num contrato de cinco anos, eles acabaram de encontrar a solução para o Brasil inteiro. Em dez você já tem a dificuldade de diluir esses custos com uma tarifa de R$ 4. Um veiculo custa em media R$ 386 mil. Se consultar 10 empresas, estipulando 25 veículos com ar condicionado com 146 mil passageiros, todas vão dizer que quebram nos primeiros seis meses”.

Endereço
A reportagem de O Regional também questionou sobre o endereço da empresa e no local funcionar uma oficina mecânica. O representante da Tambaú afirmou que está em fase de transferência documental, mas que o endereço oficial da empresa é atualmente em Porto Feliz, cidade na qual a empresa é responsável por transporte escolar. Além da Tambaú, o mesmo local abrigaria, segundo ele, outra empresa do grupo a Polaztur.

Pesquisa
O Regional fez mais uma vez pesquisa sobre o endereço passado. Pelo menos neste caso, está a imagem de uma empresa de ônibus. A Polaztur também aparece em pesquisas realizadas pelos sites de buscas.

Ops
Em vídeo publicado pelas redes sociais, o ex-presidente da Câmara, vereador Aristides Jacinto Bruschi, criticou o ônibus parado interrompendo as ruas da cidade e, mencionou que os passageiros estariam sendo transportados em um ônibus rural, em substituição do quebrado. Em resposta ao vídeo do vereador, o dono do ônibus rural se manifestou e afirmou que ele apenas estava parado no trânsito e que iria tomar providências contra as falas do parlamentar.

Abaixo-assinado
Vereadores de campanha encabeçaram um abaixo-assinado buscando a renúncia ou cassação do prefeito Afonso Macchione Neto. Durante todo o dia, vereadores e assessores parlamentares conversaram com usuários do transporte coletivo e coletaram assinaturas. Saldo do final do dia: 600 catanduvenses se manifestaram.

Da Reportagem




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