Peneira Fina

PENEIRA FINA 03-12-2018

Vai pegar fogo!
A guerra foi declarada. E desta vez, pelo jeito sem trégua por um bom tempo. Em comunicado divulgado em O Regional na edição de hoje, a Prefeitura joga toda a responsabilidade de um possível colapso no transporte público no colo dos vereadores. Cita informações que não tinham sido divulgadas, como a proposta da Jundiá de permanecer em um contrato emergencial, desde que o valor da passagem seja de R$ 6,41. Um absurdo. Em nenhum lugar do mundo o valor do transporte coletivo, usado principalmente por pessoas assalariadas e que não tem veículos disponíveis, custa esse preço. Definitivamente não daria para aceitar uma proposta como esta. A Prefeitura relaciona desde os primeiros passos para a elaboração da licitação do transporte e fala abertamente que a Câmara foi a culpada por toda a situação.

Já é caro
O valor de R$ 3,75 na passagem de ônibus já é caro. É maior que em muitas cidades com um número mais elevado de habitantes. E o serviço nem é lá aquelas coisas de primeiro mundo para custar tanto.

Como reagirão?
Como os vereadores irão reagir a essas informações passadas pela prefeitura? E como a população vai ficar agora sabendo que está difícil encontrar uma empresa para efetuar o transporte até que a licitação possa ser realizada?

O que fazer?
Há anos atrás, sem recordar qual vereador teria feito essa proposta, houve a ideia de fazer uma parceria público-privada para o transporte coletivo. Desta forma, buscando reduzir o valor da passagem, até mesmo com a possibilidade de a empresa vender anúncios em ônibus para baratear. Será que essa não seria uma alternativa a ser avaliada?

Como fica?
E se a prefeitura não encontrar uma empresa para prestar o serviço pelos 180 dias de contrato emergencial? Como a cidade vai lidar com a falta de transporte público? Já pararam para pensar no transtorno na vida dos catanduvenses que dependem desse serviço para ir à escola, ao trabalho, ir ao médico, dentre outros?

Pode mudar?
São tantas perguntas e definitivamente poucas respostas para esse imbróglio. Há alguma alternativa senão o contrato emergencial? Mesmo que o Tribunal de Contas aceite a abertura da licitação para o transporte, há 15 dias de encerrar o contrato com a Jundiá, a prefeitura não teria tempo hábil para acionar uma nova empresa. A coisa vai ficando cada vez mais difícil e a cidade, diante de tantas brigas entre Executivo e Legislativo, descendo ladeira abaixo…

Saúde
A situação dos médicos que atendem nas unidades de saúde e suas jornadas de trabalho devem ser discutidas pelos conselheiros municipais de saúde nessa segunda-feira, às 18 horas. A Câmara devolveu o projeto ao Executivo, mas vereadores não concordam com o atendimento em apenas duas horas diárias. Acreditamos que nem mesmo a população, que já espera e não é pouco por consultas.

Como mudar isso também?
Essa é outra polêmica e uma situação muito difícil de ser alterada. Os médicos querem ganhar mais, já ameaçaram, segundo informações sair do atendimento público, caso algo não seja feito. Isso porque agora, obrigatoriamente eles terão de cumprir a jornada de trabalho com a implantação do ponto biométrico.

E educação
O Conselho Municipal de Educação também apareceu. Neste caso para prestar solidariedade à secretária Tania Fonseca e afirmar ser a favor do calendário escolar de 2019. Outra situação que ainda tem muita água para correr. Os vereadores sustaram a resolução. A Educação deve entrar na Justiça sobre essa decisão. E assim caminha a situação de Catanduva…

Apagado
Não sabemos se já consertou. Mas na noite de sexta-feira, parte da avenida Theodoro Rosa Filho, no trecho do lado dos Ipês até próximo ao IML, todas as lâmpadas do canteiro central estavam apagadas. Uma escuridão só. Assim, mesmo aqueles poucos que utilizam a área de lazer a noite, evitaram passear pelo local no “breu”.

Relembrando
Como ficou a situação dos Food Trucks de Catanduva? Eles foram para o Parque dos Ipês, reclamaram do pouco movimento, tentaram voltar para a Praça do Aeroporto e depois não se falou mais a respeito.

Vai votar?
E o projeto que trata sobre a regulamentação do transporte individual de passageiros por aplicativos? Ele será votado ainda neste ano? Há uma expectativa grande na aprovação desse projeto e há também uma categoria que defende a rejeição da proposta.

Programa Residência
A Prefeitura de Rio Preto abre nesta segunda-feira, 3, as inscrições para o Programa de Residência Médica em Família e Comunidade. O edital está publicado no Diário Oficial do Município e no site da Secretaria. Uma oportunidade também para os profissionais de Catanduva. As inscrições vão até o dia 13 de dezembro e devem ser feitas exclusivamente pelo site da Secretaria de Saúde, com valor de R$ 500. A primeira fase da prova será no dia 9 de janeiro de 2019, com questões objetivas. Já, a segunda, no dia 24 de janeiro, será composta por entrevista e análise do currículo. O início da residência está previsto para 1º de março, com duração de dois anos. É o primeiro ano que o município abre um programa de residência médica. Para 2019, serão ofertadas 10 vagas, destinadas exclusivamente a médicos ou a estudantes de medicina que encerram o curso em 2018. O valor da bolsa para a residência é de R$ 3.300,43.

Da Redação