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SENSO DE INQUIETAÇÃO

Nestes últimos anos, especialmente com o atentado às torres gêmeas, em setembro de 2001, em Nova York, o terrorismo veio para se opor à paz mundial. A preocupação se instalou, entre o grande público, estadistas e especialistas, ante o uso, ante o uso de armas químicas, que apareceu depois, logo depois, como veremos a seguir.
Bem. Na verdade, não sei. Todavia, posso supor. De algum modo, o covid tem intrigante semelhança —— quanto aos fins colimados —— com o antrax. Deve haver parentesco entre eles, ainda que por afinidade. Lembram-se do antrax? Ele desempenhou, nos Estados Unidos, no começo deste século, papel terrível (no sentido mais amplo dessa palavra). Inúmeras correspondências levaram-no em seu bojo, determinando a morte dos respectivos destinatários. Os aparelhos de ar condicionado, por sua vez, considerados possíveis veículos difusores do antrax, ficaram desligados por determinação do bom-senso. Passaram à condição de suspeitos de conspirar contra a vida de seres humanos. E isso por todo um verão e mais alguma coisa. O escopo, iniludivelmente, foi o de disseminar o pânico, gerando o medo. Matar! E, uma vez ambientado, seu papel passou, de quebra, a ser o responsável pela sobrecarga dos serviços médicos da nação.
Antrax e covid são elementos que têm lugar assegurado na prateleira dos agentes biológicos. Integram o contingente de elementos do bioterrorismo. Bioterrorismo ou terrorismo químico-biológico é o exercido com a liberação determinada de produtos químicos ou agentes infecciosos, prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. É arma política.
Sem o intuito de alarmar, convido o leitor a uma reflexão. Os objetivos do bioterrorismo são: provocar pânico e estabelecer o medo. O medo abala a confiança nas instituições. Enfraquece a nação de dentro para fora. Causa inquietação nas massas. Atinge a imagem do governo. Tem o objetivo de conseguir paralisar a nação, sobrecarregar os serviços médicos e hospitalares, causar os maiores prejuízos possíveis. E matar. A situação em que vivemos presentemente não se encaixa —— pelo menos mais ou menos! —— na fórmula? Não é retrato três por quatro, sem retoque, do que estamos vivendo presentemente?

Antrax e covid são formas que adotou a guerra, desde que desapareceu o bloqueio soviético. Com certeza, o quadro fático empurra os inimigos da paz e da democracia para campo onde são adotadas táticas e armas não convencionais de luta. Assim, os seres humanos, que compõem o seu contingente de alvos, ficam alojados diante de inimigos não identificáveis num primeiro momento, que se mimetizam e se confundem com a população civil. Fica difícil, pois, levar a efeito defesas contra oponentes desse jaez, trazendo à luz o mais agudo senso de inquietação.
Por outro lado, comporta registro a visão do apostolo João, apontada como profética, no Livro do Apocalipse, o Livro da Revelação, É livro da Bíblia, livro sagrado do cristianismo. Lá estão os quatro cavaleiros! Os cavaleiros do Apocalipse: peste, guerra, fome e morte!. São personagens descritos na terceira visão profética do apóstolo. E lá se lê o que deverá acontecer, segundo referido texto, no final dos tempos.
Peste, por acaso, não é pandemia que causa número excessivo de mortes? Covid não será peste? E a morte não tem marcado presença entre nós, constante entre nossos mais próximos semelhantes? Bem, mas isso deve ser para o final dos tempos.
Por ora, o bom senso manda que façamos a nossa parte. Como células, nosso trabalho pode interferir no tecido que compõe e comporá a resistência. E, a final, poderemos comemorar a vitória. Façamos, pois, o que está a nosso alcance! Afastemo-nos de todo aquele que procura, com mecanismos, jogo de palavras e textos aveludados, aliciar-nos involuntariamente, conspirar contra o que o bom-senso recomenda.
O fato é que devemos estar prontos: esta é a hora da raposa farejar o cão!

Marcílio Dias
Advogado. Outras crônicas:
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