Opinião

O Privilégio de ser brasileiro

Deus por certo é brasileiro, pois nos deu como berço este País maravilhoso, com tantas belezas naturais, com campos agricultáveis formados por terrar férteis, onde se plantando tudo dá. Somos, realmente, privilegiados. Acima de tudo, colocou, para usufruir de tantas belezas, um povo bom, afável, voltado, também, para filantropia e para o amor desinteressado aos menos favorecidos. A cidadania do nosso povo é uma constante. É claro que não estamos falando da totalidade do nosso povo, pois, infelizmente, existe uma parcela da população que amedronta, fere, maltrata e mata, pessoas de bem, somente para se deliciar com o poder de matar. Falamos, isto sim, da grande maioria do povo brasileiro.
O mundo está em constante processo de mudanças e isto faz com que a maldade do ser humano venha à tona. Mas, em compensação, se toma conhecimento diariamente, de voluntários que largam quase tudo dos afazeres pessoais para se dedicarem a levar um pouco de solidariedade àqueles que tanto precisam e sofrem. Que alma boa têm essas pessoas que assim agem. São verdadeiros Anjos da Guarda.
Quantas entidades filantrópicas, sem fins lucrativos que enfrentam dificuldades financeiras enormes, mas não desistem de ajudar o próximo carente. Que Deus, Todo Poderoso, na Sua infinita misericórdia, nunca abandone quem vive assim.
É por isso que nós acreditamos nesse nosso País e no seu povo generoso que não se cansa de fazer o bem a tudo e a todos. Para eles, é válida a máxima de que: O que a mão direita faz, a esquerda não precisa saber.
A gente percebe que, pela fisionomia das pessoas, a alegria e a leveza estampadas nos rostos das pessoas do bem é maior do que daquelas que o recebe e, é por isso, que se pode dizer que fazer o bem ao próximo carente também faz bem a nossa alma.
O cidadão que vive em sociedade usufrui de muitos direitos, mas, também, adquire muitos deveres. Ninguém está acima da lei. É assegurado ao cidadão o seu direito de ir e vir, assim diz a norma.
Por isso, todos somos responsáveis pelo equilíbrio da natureza que nos cerca. Zelar pela natureza é, portanto, um dever nosso. O homem, na sua ânsia pelo vil metal, está deixando de lado tão sagrada missão e dever. O que se tem visto, em consequência disto, é a degradação da natureza que nos cerca, com a destruição e aterramento das matas nativas das propriedades agrícolas e das matas ciliares que protegem os rios e nascentes dos assoreamentos. Poluem nossos rios, mares e oceanos, não se importando com as consequências maléficas que advirão. Somos todos responsáveis e cada um precisa colaborar com o seu pequeno grão de areia.
A queima dos combustíveis fósseis polui o ar que respiramos, provocam o buraco negro na atmosfera e provoca o tão perigoso aquecimento global, fruto do aumento do CO² na atmosfera e que está provocando o degelo das calotas polares do planeta.
No Polo Norte, o Ártico tem sido palco do derretimento de imensas camadas de gelo, o que tem preocupado muito os estudiosos que se dedicam com o futuro do Planeta Terra. O aquecimento global tem sido o responsável por inúmeros incêndios florestais na Califórnia, na Espanha, em Portugal e outros locais do planeta.
Nós, brasileiros, fomos aquinhoados com o maior pulmão verde do mundo, que é a região Amazônica e que, através da fotossíntese, retira do ar o dióxido de carbono (CO²) e nos devolve o oxigênio, tão benéfico a nossa saúde. Mas nós temos a responsabilidade de zelar por esse patrimônio público mundial, evitando o seu cruel desmatamento.
É claro que o agronegócio, para o seu sustento, quer mais terras virgens para seus plantios. Existe, também, o comércio da venda da madeira das terras indígenas.
É preciso sustar, definitivamente, tais práticas ilegais de desmatamento, mas, para isso, será preciso que o mundo todo colabore financeiramente para que tal não aconteça.
A Suécia e a Noruega há tempos colaboram com o nosso País nessa sistemática. Mas enquanto nossos produtores rurais não se conscientizam da necessidade de devolverem a terra suas matas nativas e ciliares que outrora existiam, o clima continuará a mudar para pior, cada ano que passa. O reflorestamento ainda é o melhor caminho. É preciso, também, ter cautela máxima na aplicação sistemática de agrotóxico nas lavouras, para não se destruir as benéficas abelhas, tão necessárias ao equilíbrio da natureza.
Isto tudo deve ser feito se quisermos passar, aos nossos pósteros, um planeta igual ao que herdamos dos nossos ancestrais.

Engº João Righini
Ex-Prefeito

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