Opinião

Direita, esquerda, centro e algo menos!

As ideologias partidárias no Brasil apresentam-se com uma pluralidade semelhante aos partidos que hoje permeiam a democracia tupiniquim. São incontáveis as direções que até mesmo os cidadãos mais politizados se perdem.
Direita, esquerda, centro, centro-esquerda, centro-direita, ideologias suprapartidárias, conservadores, liberais e por aí vai… Há aqueles que se dizem defensores de causas e tantos outros que navegam pra onde os leva a maré.
Essa variedade de ideologias e partidos é um reflexo da híbrida sociedade brasileira, mas, sobretudo, movida por interesses financeiros que vislumbram o bilionário fundo partidário como salvaguarda para interesses nem sempre republicanos.
Na essência, o que difere a direita da esquerda é o papel do governo na sociedade. A esquerda acredita em um governo presente, enquanto que, a direita, almeja um Estado menor.
A corrupção evidenciada no Brasil, utilizando empresas estatais como mecanismo para tais desvios, desencadeou, em boa parte da sociedade, um movimento privatista, corroborando para fortalecer os ideais da direita.
Os esquerdistas, por sua vez, defendem que essas mesmas empresas são o portifólio estratégico para manter o Brasil economicamente viável e, assim, poder implementar políticas públicas para uma sociedade melhor.
Sem abrir mão de investimentos em educação e pesquisa, os moderados defendem a privatização de boa parte das estatais, principalmente as deficitárias, deixando o governo enxuto e preservando as maiores, mais sensíveis aos interesses da nação, como as da área de energia, recursos minerais e economia, desde que geridas com a devida moralidade e eficiência.
Muitas vezes essas inspirações nascem da observação de países que são potencias econômicas, hoje polarizadas entre E.U.A. e China. Ironicamente ambas não comungam das mesmas ideologias, o que nos fazem crer que, acima dos pensamentos, estão as pessoas que constroem, diariamente, a nação.
Um antigo ditado diz que “Todos os caminhos levam à Roma”, demonstrando que, mais importante que a direção é o caminhar, ou seja, não sejamos escravos de palavras que se perdem com o tempo, mas que sejamos as pessoas que caminham para onde precisamos ir.

Gleison Begalli
Professor do Colégio
São Mateus e Cursilhista
Presidente do Rotary Catanduva Norte e do Clube de Xadrez de Catanduva

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