Opinião

Colhemos o que semeamos

Esse depósito ficava localizado na travessa da rua Alagoas, confluência com a rua Ribeirão Preto, pois esse trecho da rua Alagoas para baixo não existia, local esse onde hoje encontra-se instalada a Cadeia Pública da cidade, assim como o SESC. Para chegar a esse local, havia na rua 24 de fevereiro uma estrada de terra, ladeada por cercas formadas por plantio de “pinhão”, acredito até que esta planta tenha se extinguido e não mais exista em nossa região.
Na esquina da rua 24 de fevereiro, havia um posto de combustível denominado Posto São Cristóvão do saudoso sr. Mario Asprino, que hoje é ocupado o local por uma oficina mecânica. Cito esses locais para que as pessoas possam se localizar melhor.
Voltando ao lixão relacionado com a limpeza publica da cidade, era da Prefeitura Municipal em época que foi administrada pelos prefeitos Antônio Stocco e Jose A. Borelli, com duas gestões cada um. A coleta do lixo era feita através de pequenas carroças, tracionadas por animais, que saiam pelas ruas recolhendo todo tipo de lixo que eram posteriormente depositados no local citado, ali permanecendo para transformar-se em esterco ou então incineradas, provocando até uma fumaça desconfortável para quem residia próximo do local.
Nesta época não se imaginava que teríamos caminhões específicos para esse fim, e que transportam em torno de 8 de 10 toneladas de lixo diariamente em cada veiculo.
Com o avança tecnológico teve-se a oportunidade de evoluir as técnicas de gestão de resíduos. O que antigamente era o lixão da cidade, localizado próximo ao rio (via de contaminação das águas), atualmente tem-se acesso ao serviço de disposição junto ao aterro sanitário, sendo este um dos melhores exemplos de disposição final dos resíduos, não causando danos secundários ao meio ambiente.
Esse serviço é realizado visando o bem estar da sociedade, tentando manter limpa as vias publicas, livrando a mesma da sujeira.
Apesar de toda a divulgação para que as pessoas se conscientizem de não jogar qualquer tipo de material pelas ruas e calçadas, divulgação essa feita pela imprensa falada, escrita, pelos órgãos dos poderes municipais, escolas cartazes e avisos de toda ordem alguns indivíduos insistem agindo dessa forma, mostrando o lado ruim de suas atitudes, pois não colocam em prática as orientações recebidas.
Pior ainda e que dão mal exemplo, pois alguns de dentro de seus veículos atiram sua sujeira para fora, principalmente como temos visto jogando sacos plásticos com detritos e até animais mortos, próximos de baixadas e de rios.
Acreditamos que um povo civilizado que desejem um país mais justo, humano e consciente de suas responsabilidades, não poderiam agir desta forma, pois isto é um principio de educação. Repercutindo de forma negativa nos países mais evoluídos, mostrando a qualidade de nossos cidadãos.
O resultado de tudo isto como temos visto através da imprensa televisiva e que toda essa sujeira jogada pelas ruas, em dias de chuva são carregadas para as “bocas de lobo” ocasionado entupimento das galerias pluviais, provocando enchentes e prejuízos a todos, principalmente nos locais de baixadas e que na maioria das vezes são as residências das pessoas de menor poder aquisitivo, assim como em estabelecimentos comerciais.
Volto a citar nesta crônica o que já foi dito anteriormente.
Colhemos o que semeamos.

Antoninho Casseti
Corretor de Seguros

*ARTIGOS ASSINADOS NÃO REFLETEM A OPINIÃO DO JORNAL O REGIONAL