Opinião

Clube do Vídeo de Catanduva

Pelos anos de 1964 iniciou-se em Catanduva, um movimento para implantação de um serviço que pudesse captar algum sinal de imagem televisiva, já que algumas cidades contavam com esse serviço. Para tanto foi criado o CLUBE DO VÍDEO DE CATANDUVA, constituído por algumas pessoas que desejavam essa melhoria para a cidade.
Na presidência do Clube, figurava o sr. Hildebrando Gonçalves acompanhado pelo Dr. Paulo Louzada, tendo como técnico a princípio o sr. Homero Hortenzi e como tesoureiro este, que articula essa crônica.
O retransmissor do sinal encontrava-se instalado na cidade de Analândia (SP) e o mesmo além de representar custo elevado, tinha que passar por constantes reajustes, com deslocamento do técnico até àquela cidade, por problemas que ocorriam em razão das intempéries, principalmente quando temporais com precipitação de muitos raios.
A ajuda financeira que era muito pouca, propiciada pela Prefeitura Municipal, era insuficiente.
Para tanto foi feito um trabalho pela cidade, elaborando-se um carnê de cobrança mensal, ao preço de CR$ 1,00 (um cruzeiro), por antena instalada nas residências. Veja bem que apesar do serviço tentar propiciar a imagem nas televisões que a princípio era branca e preta (colorida ainda não existia), muitas pessoas se recusavam a colaborar, mas recebiam a imagem da mesma forma.
Esse trabalho de cobrança era exercido pelo sr. Mario Vayego, com a prestação de conta semanalmente e cujo resultado era repassado parte com pagamento ao técnico que tinha que dispor de tempo para manter o sinal no ar e parte com despesas de locomoção e reposição de peças que frequentemente davam defeito.
Há de se frisar que, a princípio, a televisão funcionava a partir de 14 horas até às 22 horas e depois sua programação se encerrava.
O canal por sinal que era o único captado em Catanduva era a Rede Tupi de Televisão e o momento mais aguardado pelas senhoras que gostavam das novelas era o “Direito de Nascer”, com o protagonista Albertinho Liminta que faziam os corações femininos suspirarem profundamente, além do choro que a história da novela propiciava.
Falamos da novela na televisão , pois até então as novelas eram somente através do rádio.
Lá se vão mais de 50 anos em que tudo hoje se transformou para melhor, naquela época pessoas que visualizavam um futuro promissor, com muito afinco e determinação partiram como se fossem desbravadores enfrentando dificuldades maiores mas sempre se sobrepondo a todos os obstáculos e vencendo-os. Saudades!

Antoninho Sedival Casseti
corretor de seguros

*ARTIGOS ASSINADOS NÃO REFLETEM A OPINIÃO DO JORNAL O REGIONAL

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