Opinião

A RECESSÃO FINANCEIRA O DESEMPREGO A VIOLÊNCIA

Que pena! O que fizeram com o nosso querido País. As coisas públicas iam quase se ajustando nos devidos eixos, o desemprego era pequeno, a inflação controlada e a violência estagnada. Não era, ainda, o País dos nossos sonhos, mas todos tinham seus empregos e com o suor do seu rosto conseguiam manter a segurança de seus lares. Não se falava em crise, mas trabalhava-se e muito. As criaturas humanas traziam estampadas nos rostos o sorriso do contentamento.
Veio, então, um novo regime democrático, o tão falado socialismo, de esquerda extrema. O transporte ferroviário tão atuante no mundo todo foi ficando para traz. As estradas de rodagem ganharam um espaço considerável com a evolução extraordinária do transporte das riquezas do País pelos caminhoneiros, que dadas suas importâncias, acabaram se portando de maneira a pararem o País. Malbarataram com o dinheiro público.
A propina tornou-se moeda de troca, sendo uma peça primordial nas concorrências públicas. Os cargos públicos mais importantes do País foram preenchidos por pessoas menos classificadas, mas que rezavam pela mesma cartilha.
Nosso dinheiro depositado em bancos públicos serviu para custear obras em países estrangeiros e sem nunca se ter o devido retorno. Nosso País, considerado emergente, ficou ainda mais para traz, pois precisava se construir quase tudo, mas a preocupação maior dos governantes era fazer construções no exterior, pois parece que o verdadeiro intuito com isso era adquirir “status” de estadista internacional.
A rodovia transamazônica até agora não está totalmente asfaltada, passados mais de 20 anos. A energia elétrica que abastece o Estado de Roraima vem do País vizinho, a Venezuela, com inúmeros apagões. A linha de transmissão elétrica que ligaria o Estado de Roraima ao Complexo Elétrico Nacional, há mais de 10 anos está parada em terras de Reserva Indígena, que fazem obsessão a sua implantação.
A corrupção pública tem sido uma constante em quase todas repartições públicas federais, inchadas pelo nepotismo e coronelismo.
Haja visto este número exorbitante de congressistas que compõe nosso Congresso Nacional. São 81 Senadores, sendo três por Estado e 513 Deputados Federais, fora seus auxiliares, via de regra, parentes que eles podem admitir. Para alguns desses nossos congressistas, o bem pessoal suplanta, em muito, aos interesses da Nação.
Seus votos, muitas vezes, se transformam em moeda de troca. É o famoso toma lá, dá cá. O que onera, em muito, a verba para a manutenção do Congresso Nacional são os benefícios e auxílios (penduricalhos) concedidos aos pares, além dos elevados salários que recebem.
A reserva indígena da Raposa do Sol em terras do Estado de Roraima, era um verdadeiro oásis de arrozais, produzidos pelos gaúchos. O Governo Federal da época houve por bem expulsar os agricultores gaúchos para entregar aos índios. As terras, agora, estão em deplorável estado de abandono, sem qualquer produção.
As Universidades Federais do País estão passando por sérias dificuldades financeiras devido a recessão econômica que atravessamos.
Não seria o caso de se começar a adotar um sistema misto de pagamentos de mensalidades, isto é, aqueles que podem pagam suas mensalidades integrais e aqueles que não podem, estudam de graça, através de bolsas de estudos. Essas condições de ordem financeira seriam aferidas através da Declaração do Imposto de Renda do responsável direto.
E o nosso banco BNDES cujo dinheiro público que deveria ser emprestado ao povo brasileiro, para garantia do nosso desenvolvimento.
O que fizeram com essa quantia enorme do dinheiro público nacional?
Grande parte dele serviu para custear obras públicas no exterior. Aconteceu que, alguns desses países agraciados com o empréstimo de volumes enormes, nunca, jamais, em tempo algum se dignaram sequer a pagar alguma parcela vencida do empréstimo concedido.
Por isso e outras coisas mais é que o País mergulhou nessa grave recessão. O desemprego atual também é fruto dessa recessão financeira. A violência vem logo atrás.
Quebraram o País e acreditamos que será preciso de uma década ou mais para voltar ao que éramos.
Tomara a Deus que nós estejamos enganados e que Ele, através de Sua imensa misericórdia, nos oriente e nos guie, e que a “Ordem e Progresso”, lema de nossa bandeira, esteja para sempre no coração de todo o povo brasileiro.

Engº João Righini
Ex-Prefeito

**Os artigos publicados são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião de O REGIONAL**