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Opinião

A CULTURA DO PENSAMENTO

Eu devia calar-me, estou bem com meu ego, administro os meus vinténs com sabedoria, e de igual maneira, as minhas deficiências, afinal, quem não as tem? Ricos e pobres, doutos e para-doutos, pretensos doutos, todos as têm, inclusive os “santos de carne e osso.” A mente humana é pródiga em proposições, sempre o foi e a mídia contemporânea, por processos de persuasão, derroga-se no direito de formadora de opinião. Ao influxo de tantas informações e deformações, grande parte da sociedade se orienta, se sustenta e, muitas das vezes, se nivela. Reconhecido o progresso da ciência e das artes, o da cultura propriamente dito, vê-se estampado nos exemplos decepcionantes da política e da religião. Eu não vejo, não tenho como; e não posso dissociar a influência perniciosa que certas matrizes exercem no contexto social. Não que o que aí está…, esteja errado. É sim o nosso estágio, é o estágio de uma civilização que reluta em dar os primeiros passos na senda do universal. Eu sei que muitos sabem pouco, poucos sabem muito e pouquíssimos sabem muito mais! Sei também que na cultura do pensamento cada criatura se diploma como quer conquanto a aferição desse mesmo pensamento está sempre condicionada aos resultados! Ninguém pode negar que o mundo está em crise, que as sociedades terráqueas estão temerosas e que a insegurança, o medo e o sofrimento coabitam em larga escala. A racionalização sugere que a sociedade, fruto da religião, da ciência e da filosofia que em si encerram, bem comprova o materialismo do pensar atual. A ciência é o único meio pelo qual o homem conseguirá aproximar-se de Deus; a religião é apenas um propósito, um caminho; e o que dizer então quando ciência e religião estão assentadas em bases profundamente materialistas? O que dizer quando a sociedade, em sua maioria, alimenta e se alimenta no materialismo? O que dizer de uma sociedade que cegamente se entrega ao “eu creio”, quando deveria ler, pesquisar, duvidar e depois dizer –, eu sei. Será que é tão difícil desprezar a tradição mística com seus volteios fantasiados de mistérios e buscar no ato de reflexão os quesitos com mais propriedade e ciência à luz da razão? Em verdade, duas proposições me impulsionam neste escrito: l) o dever cristão da boa convivência, do trabalho, do patriotismo e o respeito ao credo de cada um.. 2) conquanto eu seja um compondo a estimada soma de seis bilhões de almas vivendo junto ao corpo físico, não justifica que tenha que ficar afeito ao meio, aos efeitos que desse meio advém, na cômoda condição de simples espectador que a tudo aceita, sofrendo a parte que me cabe. Com justa razão também posso dizer: “Paciência…, cada um que se arda com seus feitos, com sua sabença”, pois certeza eu tenho de que apenas o sofrimento corrige o ser humano. O equilíbrio deste pensamento está no emprego do verbo e, como tal, colher é racionalmente mais ético do que arder. Deve existir uma fórmula respeitosa, imparcial de dizer que o sentido da vida não é o que as religiões apregoam. O sentido existencial é mais profundo, nada inatingível, embora envolva o conhecimento de si próprio, da constituição psicobiofísica da individualidade ou ainda da formação e evolução do psiquismo através dos tempos.
O sentido da vida envolve, num contexto maior, a espiritualização dos conceitos científicos do átomo ao anjo, do microcosmo ao macrocosmo e na conjunção da ciência e religião deve advir a fé raciocinada e a lei de causa e efeito. Mas, a quem dizer estas coisas…? Não será ao homem simples acostumado a só ouvir e orientado a só obedecer; também não será ao acadêmico orgulhoso, menos ainda ao profitente ortodoxo e tampouco ao rico ensimesmado. Haverá de sê-lo à elite pensante, ou seja, ao professor, militar, médico, advogado, estudante, juiz, promotor, comerciante, enfim, a todos que queiram a verdade para si, para seus filhos e netos. O que fazer para reverter o quadro tenebroso em que se encontra a sociedade terrestre? Quantos pereceram em Sodoma e Gomorra? Bem antes, há mais de doze mil anos, no continente Atlântida, quantos morreram? O que representa Hiroshima e Nagasaki ? O que pode representar este embate midiático da covid pela imposição do “medo” imposto à humanidade, senão uma espécie de terceira guerra para construir a falência das instituições humanas? Como trazer ao conhecimento da massa conhecimentos mais profundos acerca dos homens e mulheres expurgados do sistema Capela e que aqui renasceram para ajudar no aprimoramento da raça, da cultura, da religião e da tecnologia? Eram na Capela, no paraíso perdido, os representantes do materialismo, da besta que não é um homem, mas sim o poder, o dinheiro. Semeavam lá o mesmo que hoje é semeado aqui por muitos, o desvirtuamento moral, religioso e político, a exclusão social, a miséria e a fome. Como inserir o terráqueo no contexto de aprendizado universal quando ele próprio refuta, altera e subestima as bases dos ensinamentos de Jesus? Convém dizer que dos seis bilhões de habitantes que hoje somamos quase dois bilhões aceitam Jesus e se o enfoque religioso tivesse seguido os caminhos da retidão, por certo o mundo, hoje, estaria bem melhor. É notório que todos os textos originais que compõem a Bíblia Hebraica pertencem à humanidade e ninguém tem o direito de alterá-los. Está à venda, à disposição dos interessados o livro intitulado “Analisando as Traduções Bíblicas”, cujo autor, Severino Celestino da Silva, professor universitário, estudioso do hebraico e das religiões, expõe e comprova à luz da hermenêutica e da exegese , como também da transliteração, que houve adulteração de inúmeros textos do original da Bíblia Hebraica para o grego (septuaginta) e para o latim, denominada vulgata. Frise-se que quase todas as adulterações visam distorcer e negar o sagrado, o divino ensinamento pregado por Jesus de que a alma retorna à vida física, renasce em novo corpo físico. Esse entendimento das vidas sucessivas, os Judeus possuíam. Infelizmente, as mazelas do homem frutificaram as inúmeras Bíblias hoje existentes e por que se a original é uma só? Estamos em boa hora para passar tudo isso a limpo, promovendo uma assembléia em nível acadêmico, fora do contexto dogmático, mas à luz da razão e da ciência, para comprovar os ensinamentos do Cristo no que tange às vidas sucessivas. O que se quer para que se tenha uma sociedade melhor, é que as pessoas leiam, pesquisem e adquiram uma fé raciocinada. Não é preciso mudar de religião como também não se deve entregar cegamente à retórica religiosa, pois esta pode carecer de bases mais sólidas e desses protagonistas, muitos sabem bem pouco.
Mas, se esta questão for irrelevante, que se preparem os incautos, pois há muitos que sabem mais e dizem que o planeta Terra vai passar de mundo de expiação para mundo de regeneração. Os próximos anos serão de intensa turbulência e estima-se que dois bilhões de almas serão expurgadas para mundos inferiores. Serão todas aquelas cujas emanações mentais se identificarem com o estado primitivo do planeta acolhedor.
Por isso, o conhecimento dessas verdades faz a diferença sim, pois muitos podem mudar o seu comportamento e evitar dolorosas separações. Imagine-se centenas de milhares de criaturas no decorrer do tempo, acharem-se cada uma num meio estranho e primitivo, envolvida pela tristeza e o desconforto, e a memória integral trazendo em lampejos de consciência, a saudade de uma vida melhor, de um paraíso perdido, ou seja, sem que se lembre, a vida no planeta Terra. Devo dizer que também sei que todas as religiões que não contiverem os ensinamentos das vidas sucessivas, simplesmente desaparecerão. “Toda árvore que meu Pai não semeou será arrancada-(Mateus 3:l0”) É preciso nascer de novo (João 3:3) – vidas sucessivas. Os mansos herdarão a terra-(Mateus 5:5) – expurgo planetário. Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora ( João 16:12) – vidas sucessivas. A cada um, segundo suas obras-(I Pedro l:l7) – lei de causa e efeito. Embainha a tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão (Matheus 26:52) – lei de causa e efeito e vidas sucessivas. O Projeto Cristão continua cumprindo a sua finalidade e uma Nova Ordem já foi implantada há cento e cinqüenta anos e quem se dispuser, que descubra por si próprio se puder, está em João l4:l6 , l6:l2e l3. Para finalizar é bom que se diga que somos criaturas eternas, não estamos sós, e que só na via Láctea existem mais de vinte milhões de sóis e que o período de incubação dogmática está se esgotando pois já somos bem responsáveis.

José Luiz Ferreira
Contabilista e poeta. Email: jlmirria@gmail.com

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