Quando Tatiane Graciano Lopes da Motta, a Tati, desembarcou em Catanduva em 2005, a missão era reforçar o elenco do time de basquete. Vinte anos depois, a jogadora virou referência, construiu família e coleciona prêmios como técnica. Pelo segundo ano consecutivo, foi eleita a Melhor Técnica do Campeonato Paulista Sub-20 Feminino pela Federação Paulista de Basketball.
A história de Tatiane com o basquete começou muito antes de Catanduva. Foram três décadas como atleta profissional, passando por diversas equipes, vivendo a rotina de treinos, viagens e campeonatos.
“A quadra me ensinou tudo. Perder no último segundo, ganhar título, lidar com pressão. Isso não tem faculdade que ensine”, conta. Essa bagagem de 30 anos como jogadora seria fundamental para a segunda fase da carreira.
Tati chegou pra vestir a camisa de Catanduva em 2005. O que era pra ser só mais uma temporada na carreira virou mudança de vida. “Catanduva me abraçou de um jeito diferente. Aqui eu não criei só vínculo profissional. Criei família, criei história.”
Depois de pendurar o tênis como jogadora, Tati não conseguiu ficar longe da quadra. Em 2017 assumiu como técnica de basquete em Catanduva, com foco total na base. A transição parecia natural: quem viveu 30 anos como atleta entende a cabeça, o medo e o sonho de quem está começando.
Nos últimos 8 anos, Tatiane e sua comissão estão transformando o trabalho de formação na cidade. O projeto que começou tímido hoje é referência no interior paulista. “Meu maior placar não é o do jogo. É ver menina e menino que chegou sem confiança virando capitã. É ver mãe de atleta me agradecendo porque a filha e filho aprendeu disciplina”, explica.
O trabalho ganhou o carimbo oficial da Federação Paulista de Basketball. Tatiane Motta foi eleita a Melhor Técnica do Campeonato Paulista Sub-20 Feminino em 2024 e 2025. Bicampeã.
O prêmio coroa uma filosofia: formar atleta e formar gente. O Sub-20 é a categoria que faz a ponte entre base e adulto, e ter a melhor técnica do estado comandando esse processo coloca Catanduva no mapa do basquete feminino de formação.
“Esse prêmio não é meu. É de cada menina e menino que passou por aqui desde 2017, é da Smel Catanduva que acreditou, é da cidade que respira basquete há muito tempo e agora respira comigo e nossa comissão técnica há 20 anos”.
No sábado, Tati subiu ao palco da Festa Melhores do Ano 2025 da FPB, em São Paulo, para receber o troféu. Mas quem conhece a história sabe: o maior prêmio ela já ganhou. São 20 anos de Catanduva, 30 anos de basquete e uma vida inteira dedicada a um esporte que virou família.
NÚMEROS DE TATI MOTTA
- 30 anos como jogadora profissional de basquete
- 20 anos em Catanduva - chegou em 2005
- 8 anos como técnica - desde 2017
- Bicampeã Melhor Técnica Paulista Sub-20 Feminino
Autor