Pediatra aproveita início do inverno para fazer alerta sobre infecções virais
Thaís Castro diz que o problema não é o frio, mas manter locais fechadas devido à temperatura baixa, o que aumenta a circulação viral
Foto: ARQUIVO PESSOAL - Thaís Castro orienta os pais para sinais de complicação que exigem outro tipo de tratamento
Por Guilherme Gandini | 21 de junho, 2022
 
 

“Nessa época do ano, quase todas as crianças estão com tosse e coriza, e hoje venho aqui conversar com vocês sobre isso”. É dessa forma que a médica pediatra Thaís Castro atendeu a equipe de O Regional para emitir alerta de preocupação diante do início do inverno.  

“No inverno, as infecções virais no geral são muito mais comuns, não por conta do frio em si, mas porque na maioria das casas e lugares com muitas crianças a tendência é deixar janelas fechadas justamente por causa do frio, reduzindo a circulação de ar e aumentando a circulação viral, o que aumenta a chance de contaminação e infecção”, esclareceu.  

Uma vez que a criança teve contato com um virus novo, passado o período de incubação (que pode variar bastante), ela vai começar a desenvolver os mais variados sintomas.  

“Diversas são as doenças que cursam com sintomas respiratórios que podem acometer os pequenos, como asma, rinite, pneumonia, sinusite e covid, sendo o resfriado a infecção viral mais comum, cujos sintomas são febre, tosse e coriza, cuja cor pode variar durante o quadro”, aponta a especialista.  

“O tempo de duração da febre costuma ser de 2-3 dias, a coriza de 7 a 14 dias, sendo que geralmente nos 4 primeiros dias a criança fica mais sintomática, e depois disso a tendência é ir melhorando, reduzindo secreção nasal e por último melhorando da tosse, que infelizmente é o sintoma que mais demora, podendo ficar até 14 dias e alguns casos extendendo até 21 dias.”  

Os cuidados durante o resfriado são basicamente deixar a criança o mais confortável possível e evitar o acúmulo de secreção nas vias aéreas para reduzir o risco de coinfecção bacteriana. Mas, como fazer isso? “A famosa inalação com soro fisiológico e lavagem nasal. Isso vai ajudar a umidificar a mucosa nasal, limpar o nariz de partículas (poeiras, poluentes, alérgenos), e eliminar o excesso de muco, fazendo com que a criança consiga respirar melhor e tossir meno”, explica.  

Thaís Castro orienta os pais, também, para sinais de complicação que exigem outro tipo de tratamento: secreção nasal há mais de 15 dias sem melhora; secreção purulenta em muita quantidade, associada a dor de cabeça e febre alta; quadro de resfriado que vinha em melhora e de repente, há febre alta e piora dos sintomas novamente; crianças com imunodeficiência; e crianças portadoras de doenças crônicas.  

“Lembrando que para o diagnóstico correto de qualquer doença, visto que apesar do resfriado ser mais comum, existem muitas patologias diferentes que podem levar a sintomas respiratórios, a criança deve ser examinada por um pediatra, e os pais devem sempre estar atentos aos sinais de alarme – febre por mais de 3 dias, desconforto respiratório, prostração mesmo sem febre, vômitos incoercíveis, incapacidade de ingerir líquidos, redução de diurese, sangramento de mucosas, manchas na pele”, relata a profissional. 

Autor

Guilherme Gandini
Editor-chefe de O Regional.

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