Médico alerta que pedra na vesícula atinge até 20% da população adulta
João Gabriel Romero Braga, especialista em aparelho digestivo, diz que 1% dos pacientes terá complicações mais sérias
Foto: Divulgação - João Gabriel Romero Braga diz que o não tratamento pode levar pessoa a óbito
Por Da Reportagem Local | 23 de junho, 2024

Condição considerada “muito comum” na população brasileira, os cálculos biliares são popularmente conhecidos por pedras na vesícula, e são formadas quando há um desequilíbrio na composição da bile - um líquido produzido pelo fígado e armazenado pela vesícula, um pequeno órgão, que ajuda na digestão de gorduras, resultando na cristalização de substâncias como colesterol e bilirrubina, transformando-se em pedras.

De acordo com o especialista em aparelho digestivo, João Gabriel Romero Braga, a grande maioria dos pacientes com pedra na vesícula são assintomáticos e não vão desenvolver sintomas ao longo da vida. “Cerca de 20 a 30% das pessoas apresentam sinais em um período de 20 anos, sendo que apenas 1% terá complicações mais sérias”, explica.

Dentre os principais sintomas, que ocorrem, principalmente, quando os cálculos bloqueiam os ductos biliares, estão dor intensa no abdômen superior direito, que pode se espalhar para as costas e ombros; náuseas e vômitos; indigestão, especialmente após refeições gordurosas; icterícia (amarelecimento da pele e dos olhos); febre e calafrios, em casos de infecção associada.

“É importante frisar que se esses sintomas forem persistentes, é fundamental procurar um especialista para uma avaliação aprofundada, pois o não tratamento da doença pode evoluir para casos graves, como uma pancreatite, por exemplo, levando até mesmo a óbito”, ressalta.

Outro ponto de atenção é o fato de as mulheres terem duas vezes mais chances de desenvolver do que os homens e da doença acometer, principalmente, quem possui mais de 40 anos.

Outros fatores de risco são histórico familiar de casos de pedra na vesícula, obesidade, diabetes e alimentação rica em gordura. “O tratamento mais indicado é a remoção da vesícula biliar por meio de cirurgia, que geralmente é realizada por vídeo, sendo minimamente invasiva, com rápida recuperação”, complementa.

As pedras na vesícula são uma condição comum, mas que pode ser gerenciada com o diagnóstico e tratamento adequados. “A conscientização sobre os fatores de risco, sintomas e as medidas preventivas é essencial para reduzir a incidência e as complicações associadas a essa doença.”

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Da Reportagem Local
Redação de O Regional

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