A chegada do período mais quente do ano acende um alerta para a saúde da pele. Com o aumento da radiação ultravioleta (UV), cresce o risco de queimaduras solares, envelhecimento precoce e, principalmente, do câncer de pele, o tipo mais comum no Brasil. A doença representa cerca de 33% de todos os casos registrados no país, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
A médica dermatologista Marina Silva, docente da Unifipa, explica que os efeitos da exposição solar não se limitam ao momento da queimadura. “A pele tem memória. Cada queimadura solar, principalmente na infância e adolescência, aumenta o risco de câncer de pele na fase adulta. No verão, é comum as pessoas relaxarem nos cuidados, o que pode trazer consequências sérias no futuro”, alerta.
Estima-se que cerca de 90% dos casos de câncer de pele poderiam ser evitados com a adoção contínua de medidas simples, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre elas, o uso diário do protetor solar é apontado como um dos principais aliados e deve fazer parte da rotina, independentemente da idade ou do tempo de exposição ao sol.
A dermatologista ressalta que a proteção precisa ser contínua para ser eficaz. “O filtro solar precisa ser aplicado todos os dias, inclusive em atividades cotidianas. E quando estiver em ambientes aquáticos ele deve ser reaplicado a cada duas horas e sempre após entrar na água ou suar excessivamente. Além disso, chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV são grandes aliados.”
Ela ainda pontua que a pele da população idosa exige atenção redobrada, pois com o envelhecimento ela se torna mais fina, ressecada e sensível, aumentando o risco de queimaduras solares, desidratação e infecções. “Seguindo essas medidas simples citadas é possível preservar a saúde e a qualidade de vida das pessoas idosas durante os períodos de calor intenso”, garante.
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