O presidente Marcos Crippa (PL) falou sobre a Operação Rei do Pix em discurso na tribuna da Câmara, na sessão desta terça. Ele manifestou tristeza pelo ocorrido, pelas prisões preventivas de atuais e ex-vereadores, mas frisou que a sociedade precisa separar os fatos. “Tem que separar gestões, tem que separar vereadores, tem que saber separar. Porque às vezes, senhor presidente, as pessoas com maldade, elas acabam pondo tudo no mundo no mesmo cesto.”
Crippa afirmou que não permitirá críticas irresponsáveis direcionadas à Câmara. “Eu não permito, enquanto estiver aqui na presidência, que essa casa seja atacada de uma forma irresponsável. Não vou permitir, senhor presidente. doa quem doer, me critique quem quiser criticar, mas eu não permito. Aquele que errou, que pague pelo seu erro, aquele que falhou que pague pelo que fez, mas que não nos coloquem tudo no mesmo lugar.”
O presidente do Legislativo falou, ainda, sobre o volume de informações obtidas pelo Gaeco. “Foram muitos documentos. Eu nunca vi algo nessa magnitude. E a coisa só andou nessa rapidez, que terminou por volta das 13 horas, porque teve o acompanhamento dos vereadores e conseguiram, em tempo recorde, levantar as documentações que eles queriam. Porque foram dois anos. É muita pasta, é muita empresa, é muito documento, muitas coisas aconteceram.”
Na mesma linha do discurso de Crippa, em nota enviada à imprensa, a Câmara de Catanduva ressaltou que “o objeto central das investigações refere-se a atos, contratos e movimentações estritamente vinculados aos exercícios financeiros dos anos de 2023 e 2024” e manifestou apoio às investigações. O texto frisa que Crippa determinou respaldo total aos agentes do Gaeco.
“Na condição de Presidente deste Poder Legislativo - e respaldado por minha trajetória e formação como Policial Civil -, reafirmo meu apoio integral e irrestrito ao papel constitucional das forças de segurança e do Ministério Público. A apuração rigorosa dos fatos é o único caminho para a preservação das instituições democráticas e da ordem pública”, reforçou.
A nota divulgada pela Câmara defende que o processo legal seja conduzido com equilíbrio e serenidade, sem juízos de valor precipitados. “Aqueles que não possuírem qualquer implicação ou problema legal terão, ao fim do processo, suas reputações e honras plenamente restauradas, como é de direito em um Estado Democrático.”
Ao mesmo tempo, a presidência da Casa defendeu que, caso as investigações apontem qualquer irregularidade, desvio ou dano, os responsáveis sejam punidos. “Os mecanismos de defesa do erário e o ressarcimento integral ao município deverão ser exercidos com o máximo rigor da lei, garantindo que nenhum centavo pertencente ao cidadão catanduvense seja lesado.”
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