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Campanha ‘Todos Pela Ana’ Terá Show Beneficente em Catanduva

Quando tinha cinco anos, Anamaria teve artrite reumatoide juvenil (Divulgação/Arquivo Pessoal)

Que tal começar o ano ajudando o próximo? É essa a iniciativa da campanha “Todos Pela Ana” que terá show beneficente em Catanduva. A apresentação está marcada para o dia 26 de janeiro a partir das 20 horas no Sincomercio. Os ingressos custam R$ 30 e o objetivo é custear o tratamento médico de Anamaria Brandi, que é cantora, violinista e está atualmente aposentada por problemas de saúde.
Os ingressos podem ser obtidos na página do show na internet, ou então no Sincomercio Catanduva a partir do dia 10 de janeiro. Também é possível garantir os ingressos pelo site – https://strangerares.wixsite.com/todospelaana. Vale ressaltar que quem quiser doar mais de R$ 30 e retirar mais ingressos deve fazer uma doação para cada ingresso. Por exemplo: para doar R$ 100 e retirar três ingressos, é preciso fazer três procedimentos de doação (duas doações de R$ 30 e uma no valor de R$ 40).
A apresentação terá vários amigos músicos de Anamaria que já confirmaram a participação. Ela mesma estará no show com voz e violão. Fabiano e Josi Coimbra estarão com piano e voz, Adriana Moura com piano e voz, Anderson Baré com viola, bandolim e dobro e Márcio Ferreira com voz, piano e violão.
Todos os músicos têm história em Catanduva. Alguns deles moram em outras cidades. Anamaria mora em Monte Azul, Fabiano e Josi em São Carlos e Adriana em Curitiba, e resolveram se reunir para o show beneficente. “Nesse show velhos amigos se reencontram para celebrar amizade e vida ao som de pérolas da MPB e da música latina”, informa Fabiano.
“Todos são amigos de longa data, envolvidos em suas profissões, mas também sempre estivemos ligados pela música. Foi uma surpresa quando eles me contaram a ideia do show para me ajudar porque é um momento em que estou precisando muito e será também uma oportunidade de a gente poder viver momentos agradáveis e propiciar momentos agradáveis a quem for nos assistir”, informa Anamaria, que deverá passar por uma cirurgia ortopédica e adquirir uma cadeira de rodas motorizada.
Além dos custos com o procedimento cirúrgico e com a cadeira de rodas, Anamaria terá que contratar profissionais para os cuidados do pós-operatório, que deve durar cerca de seis meses. Apesar de parecer uma cirurgia comum, como mora sozinha e por conta do comprometimento e dor nas outras articulações do corpo, o pós-operatório exige planejamento, adaptações no ambiente e cuidadores com conhecimentos específicos durante um período mais prolongado do que em pacientes que têm as outras partes do corpo saudáveis.
Ainda não há data para que a cirurgia seja realizada, mas por conta da agenda dos demais músicos envolvidos no projeto, o show foi marcado para janeiro. “Adriana volta para dar aulas em Curitiba, assim que começar o ano letivo, e Josi e Fabiano, que moram em São Carlos, vão ser pais em breve. Então decidiram fazer um lindo show agora para ajudar com parte do dinheiro”, informam os músicos.
“A música, assim como as artes em geral, é uma forma de expressar sentimentos, de transmitir mensagens que nos tornem mais humanos. O artista tem que ser uma pessoa mais sensível no ambiente em que ele vive. Como artistas que somos, e pelos elos de amizade que nos une, me incomoda muito o sofrimento de uma amiga tão especial, que já proporcionou tantos momentos agradáveis a nós com o seu talento incrível e que já transformou a vida de tantas pessoas com seus cursos, ensinando música a crianças e adultos, de maneira tão especial. Algo que ela fez muito ao longo da vida, mas que teve que parar de fazer esse aposentar por conta de seu problema de saúde”, afirma Adriana Moura.
Para quem não sabe, Anamaria morou em Catanduva de 1974 a 2000 e trabalhou como professora de música, além de ser cantora. Quando tinha cinco anos, ela teve artrite reumatoide juvenil, doença extremamente dolorosa que deixou sequelas em todas as articulações. Já esteve imobilizada em cama e cadeira de rodas. Desde 2000 mora em Monte Azul Paulista. Desde 2010, quando a mãe, Gilda Brandi faleceu, ela perdeu além da figura materna, a ajuda permanente nas atividades de vida diária. Além disso, resultou em agravamento das condições físicas que a levaram a se aposentar em 2014. Hoje anda com a ajuda de muletas ou cadeira de rodas. Tem dor o tempo todo, de moderada a imobilizante, em várias articulações. Há dias em que consegue preparar alimentos e tocar um pouco de violão, mas há outros em que movimentar-se é um desafio de sobrevivência.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local