Esportes

Futebol Feminino Ainda É Muito Desvalorizado No Brasil

França 23 06 2019-Seleção Brasileira feminina de futebol durante jogo contra a seleção da França que classificou para seguir no mundial. foto CBF

O Mundial Feminino da França teve início no dia 7 de junho, e neste ano a competição ganhou mais destaque no Brasil, devido a uma maior disposição das emissoras de TV em transmitir os jogos da seleção brasileira. Neste domingo (07/07) a Copa termina com o duelo entre Estados Unidos e Holanda, onde os telespectadores terão a oportunidade de ver em duas emissoras de TV aberta, em plana tarde de domingo, algo inédito até então para uma modalidade esportiva tão desvalorizada e sem investimentos.
Desde o começo, o preconceito sempre foi uma barreira para qualquer garota que ousasse a querer jogar futebol. No passado existiu até uma lei que proibia as mulheres de praticarem o futebol no Brasil. Com a revogação desta lei, já na década de 1980, começou a surgir várias equipes no Brasil, dentre elas o Saad Esporte Clube, uma das primeiras equipes a apostar no futebol feminino no Estado de São Paulo. A primeira seleção brasileira de futebol feminino só surgiu em 1988. E em 1991 o futebol feminino consegue um grande triunfo com a criação da primeira copa do mundo feminina organizada pela FIFA.
A estudante Lígia Oliveira, nascida em Catanduva, sempre sonhou em ser jogadora de futebol, mas seus pais não queriam, e na escola só ensinavam vôlei ou queimada. “Eu sempre tive vontade de jogar, mas meu pai dizia, larga a mão que futebol é coisa de menino e minha mãe também me recriminava. A única que me deu apoio foi minha avó. Foi graças a ela que eu tive coragem de seguir adiante com meu sonho e hoje estou treinando em uma escola de futebol para garotas em São José do Rio Preto. Um dia eu ainda sonho jogar em um time profissional”.
Na nossa região, a maioria das cidades possuem Escolas de Futebol para meninos, mas as escolas de futebol para meninas são raríssimas, só uma ou outra cidade que possui investimento nesta modalidade. A sociedade ainda discrimina muito as atletas, e para driblar tudo isso só há um caminho, enfrentar todas as barreiras para conquistar o merecido espaço no campo dos sonhos.

André Santos
Da Reportagem Local

Adicionar comentário

Clique aqui para comentar

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.