Cultura

Mostra de Cinema em Homenagem a Ingmar Bergman Chega a Catanduva

‘Quando duas mulheres pecam’ abre programação em Catanduva (Divulgação)
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A mostra de cinema “O Lobo à Espreita – Uma Homenagem ao Centenário de Ingmar Bergman” chega a Catanduva nesta semana. A programação contempla cinco filmes do renomado cineasta sueco que completaria 100 anos em 2018. As exibições serão realizadas no auditório do Senac Catanduva. Toda a programação é gratuita e aberta ao público. O evento também é uma parceria com o Sesc e Imes.
A abertura é nesta quarta-feira (5) às 19h30, com o drama indicado ao Bafta “Persona: Quando duas mulheres pecam” (1966). A obra conta a história de uma atriz teatral de sucesso que sofre uma crise emocional e para de falar. Uma enfermeira é designada a cuidar dela em uma casa reclusa, perto da praia, onde as duas permanecem sozinhas. Para quebrar o silêncio, a enfermeira começa a falar incessantemente, narrando diversos episódios relevantes de sua vida, mas quando descobre que a atriz usa seus depoimentos como fonte de análise, a cumplicidade entre as duas se transforma em embate.
A Mostra vem percorrendo o país pelas unidades do Sesc. Em Catanduva, serão quatro sessões às quintas e sextas-feiras no período da noite, encerrando a programação com um Cine Debate Especial, no sábado (15). Contemplam a programação os filmes: “A hora do lobo”; “Vergonha”; “Morangos silvestres” e “Sonata de outono” – Especial Mostra Ingmar.

O CINEASTA SUECO
Ernst Ingmar Bergman é diretor de alguns dos mais influentes e aclamados filmes de todos os tempos. Alguns dos temas centrais das suas obras estão centrados no estudo psicológico dos personagens e das famílias disfuncionais, assim como na angústia causada pela ausência de um Deus, deixando o ser humano abandonado entre Deus e o Diabo. Iniciou a carreira em 1941, escrevendo a peça teatral “Morte de Kasper”. Seus trabalhos lidam geralmente com questões existenciais, como a mortalidade, a solidão e a fé. Suas influências literárias provêm do teatro: Henrik Ibsen e August Strindberg. Talvez o melhor comentário sobre Bergman tenha partido de Jean-Luc Godard: “O cinema não é um ofício. É uma arte. Cinema não é um trabalho de equipe. O diretor está só diante de uma página em branco. Para Bergman estar só é se fazer perguntas; filmar é encontrar as respostas. Nada poderia ser mais classicamente romântico”.

Da Reportagem Local




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