Cultura

‘Fazer Música Com Qualidade Sempre é Um Bom Desafio’

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“Fazer música com qualidade sempre é um bom desafio” é dessa forma que a dupla César Menotti e Fabiano fala sobre a composição das músicas. Eles que tem mais de 15 anos de carreira subiram ao palco do Clube de Tênis Catanduva na última sexta-feira (15).

Donos de sucessos como “Leilão”, “Anjo”, “Ciumenta”, “Bandido de Amor”, “Se Fosse Eu” e “Não Era Eu”, eles arrastam multidões. O legado de fãs está presente em várias partes do país, inclusive na região de Catanduva.

“Memórias II” é o mais recente projeto de César Menotti e Fabiano, essa é a segunda parte de um trabalho que reúne músicas que marcaram gerações.  Nomes como Zezé di Camargo e Luciano, Bruno e Marrone, Milionário e Marciano e Luan Santana estiveram entre as participações especiais do trabalho.

Em entrevista ao O Regional, eles falam sobre as situações da vida, os sucessos, a escolha do repertório, o novo trabalho Memórias II, sofrência e o que não podem deixar de fazer antes de subir ao palco. Confira:

O Regional – Já são mais de 15 anos de carreira, acreditam que vocês mudaram ao longo desse tempo?

César – Graças a Deus a gente sempre vai aprendendo com as situações da vida e vai amadurecendo. Musicalmente, ao longo desses anos, eu acho que conseguimos manter o estilo que nos consagrou como uma dupla sertaneja muito querida pelo público em todo Brasil.

O Regional – Voltaram para Catanduva na última sexta-feira para uma apresentação no Clube de Tênis. Como foi o show?

Fabiano – Muitos clássicos do sertanejo! Esse show foi recheado de músicas boas e algumas do nosso último DVD, Memórias II.

O Regional – Atingiram em 2006 o topo das paradas de sucesso com a música “Leilão”. Esperavam que a letra cativasse tanto o público a ponto de conquistarem um disco de platina?

Fabiano – A gente sempre espera que uma música faça sucesso (risos), mas Leilão foi como um presente. Logo que saiu o povo já começou a cantar e em todos os nossos shows é uma música que não pode faltar no repertório.

 O Regional – Vocês mesclam o sertanejo universitário com as músicas raízes, acreditam que essa é a marca registrada de vocês? De onde surgiu a ideia dessa mistura?

César – Acredito que sim. Nós cantamos músicas que também gostamos de ouvir, hora ela mais agitada e “universitária” e hora ela é mais raiz, mais modão. Essa mistura tem agradado.

 O Regional – Lançaram o DVD Memórias I e recentemente o Memórias II. Os discos resgatam grandes sucessos do gênero. Como foi a escolha do repertório?

César – Escolha de reportório para DVD é sempre complicada (risos). Sempre queremos encaixar mais uma música (risos), mas para esse projeto Memórias, tanto o I quando o II, as músicas fazem realmente parte da nossa vida.

Fabiano – Outra coisa que influência também são as participações especiais de artistas que respeitamos muito.

O Regional – Quais são os desafios do sertanejo universitário da atualidade?

César – O grande desafio de um compositor, independente do estilo, é compor algo que leve uma mensagem para quem vai ouvir. Seja contanto uma história pessoal, de um colega ou um conto popular. Fazer música com qualidade sempre é um bom desafio.

O Regional – Nos DVDs que lançaram já dividiram o palco com inúmeros artistas. Tem algum artista que ainda não dividiram o palco?

Fabiano – Graças a Deus já tivemos o privilégio de cantar com muita gente boa e querida da nossa música.

O Regional – A sofrência é algo que chama mais a atenção de homens e mulheres. Qual seria a explicação para que a sofrência atingisse um público tão grande?

César – A sofrência é baseada em relatos de histórias passionais. E quem nunca teve uma história de amor? Por isso todo mundo pode se identificar e curtir.

O Regional – O que vocês não podem deixar de fazer antes de subir ao palco para alguma apresentação? Por quê?

Fabiano – Nós sempre fazemos uma oração antes de subir ao palco para agradecer a Deus pela saúde e pela oportunidade de estar ali, fazendo o que a gente gosta.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local