Cultura

18° Festival de Teatro Continua Com a Peça “O Abajur Lilás”

O festival segue até o dia 17 de setembro (Assessoria Prefeitura)
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O 18° Festival de Teatro de Catanduva tem continuação nesta sexta- feira (15) com a peça “O abajur lilás”. O evento acontecerá no Centro Cultural Édie Jose Frey, ás 20 horas. A peça é indicada para maiores de 14 anos.
O espetáculo é uma adaptação do NÚCLEO SALA 18, para a peça de Plínio Marcos e traz à tona, de maneira visceral, a amarga realidade brasileira de uma parcela da população que vive em situações extremas. A sociedade, por sua vez, retratada pelo público presente, se faz cúmplice dessa violência.
A peça conta a história de prostitutas, que são submetidas à opressão, humilhação e tortura de um inescrupuloso dono do prostíbulo, e seu violento serviçal. O valor da vida reduzido a menos que um ‘abajur lilás’. Escrita há mais de 40 anos, O Abajur Lilás, de Plínio Marcos, é impressionantemente atual.

“Em O Abajur Lilás o grupo propõe uma encenação mais fechada e sem quebra da quarta parede. Personagens comuns do povo brasileiro, com características viscerais, em um ambiente onde a vida parece não ter valor algum”, explicou o diretor Rafael Back. No elenco, além de Back, estão os atores Jéssica Souza, Lucas Alves, Rafael Jorda e Yara Santos. A maquiagem é de Julio Valentin.
Plínio Marcos de Barros foi um célebre escritor brasileiro, responsável pela criação de inúmeras peças de teatro, escritas principalmente na época do regime militar. Foi também ator, diretor e jornalista e recebeu os principais prêmios nacionais em todas as atividades que abraçou. Durante sua carreira, foi responsável pela criação de mais de 30 peças teatrais para adultos e crianças, entre elas Dois perdidos numa noite suja, Barrela e Navalha na Carne. Seu envolvimento com o teatro amador teve início em Santos, por influência da escritora e jornalista Pagu.
“O Abajur Lilás” faz parte da programação do 18º Festival de Teatro de Catanduva. Será apresentado pelo Núcleo SALA 18 no dia 15, às 20 horas, no Centro Cultural “Édie José Frey”. A peça é gratuita e indicada a maiores de 14 anos.

Da Reportagem Local