Cidades

Violência Contra Idoso Acontece No Próprio Âmbito Familiar

Violência contra o idoso (também chamada de abuso contra o idoso), é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como “um ato único ou repetido, ou falta de ação apropriada, ocorrendo em qualquer relacionamento onde exista uma expectativa de confiança, que cause dano ou sofrimento a uma pessoa idosa”. Por “relacionamento onde exista uma expectativa de confiança”, entende-se a proximidade do idoso com outras pessoas, como cônjuge, parceiro, filho ou outro familiar, amigo, vizinho ou cuidador, do qual dependa. A violência contra o idoso, muitas vezes, acontece no âmbito da violência doméstica ou familiar.
Embora exista uma variedade de circunstâncias consideradas como violência contra o idoso, não se considera aqui, atos criminosos contra pessoas idosas, tais como assaltos no domicílio ou na rua, com ou sem uso de violência. A OMS tipifica de várias formas a violência contra o idoso, como abuso financeiro, físico, psicológico e sexual. Segundo a organização, em estudos publicados em 2017, pelo menos 15,7% das pessoas com sessenta anos ou mais são submetidas a algum tipo de violência. Afirma ainda que esses dados provavelmente são subestimados, pois muitos casos de abuso de idosos não são relatados e que o número de pessoas afetadas tende a aumentar globalmente, pois muitos países enfrentam índices de envelhecimento rápido das suas populações. Ainda segundo a OMS, um em cada seis idosos é vítima de algum tipo de violência em todo o mundo.
Embora existam formas comuns de abuso de idosos em todas as nações, também existem manifestações únicas, baseadas na história, tradição, cultura, poder econômico e percepções sociais de pessoas idosas, dentro das próprias nações. O denominador comum básico é o uso de poder e controle por um indivíduo para afetar o bem-estar de outro, mais idoso. Existem vários tipos de abuso de pessoas mais velhas, que geralmente são reconhecidas como abuso de idosos.

Ariane Pio
Da Reportagem Local