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Vassoura Caipira Continua Sendo Vendida A Consumidores Fiéis

Elas são parceiras inseparáveis de muitas donas de casa. Fortes e resistentes, as vassouras caipiras são insubstituíveis. São Paulo chegou a contar com 17 fábricas de vassoura caipira na década de 1930. Depois, com o uso da fibra sintética, quem dominou o mercado foi a vassoura de plástico. Maria Estonli, dona de casa diz que usa a vassoura para tudo e que nunca a trocou por outro modelo.
“Gosto mais dessa vassoura que a de plástico elas varrem melhor, pegam toda a sujeira, aquele pozinho que essas novas não fazem igual. Além disso, ela é ótima para tirar as teias de aranha e varrer quintal com terra ou folhas” afirma dona Maria.
Preferências assim garantem o trabalho para Carlos Vicentim. Logo cedo, ele carrega a camionete para mais um dia de entrega. A distribuição é nas casas de rações e armazéns de cidades pequenas. Em cada saída, ele vende cerca de 300 vassouras.
Por muito tempo, Carlos plantou arroz e milho, mas depois que descobriu o lucro na produção de vassouras, não quis saber de outra coisa.
A matéria-prima está no campo. É uma planta parecida com o sorgo. A diferença está no cacho, bem mais flexível. A planta é de origem africana e se adaptou tão bem. O rendimento agrada em qualquer época do ano. A colheita é feita após três meses e, da roça, os cachos são levados para um equipamento que tira as sementes.
Depois de passar pelo raspador, a vassoura é levada para secar no sol durante 2 dias. Em seguida, é só montar. Segundo uma proprietária de uma casa de raçoes que compra de seu Carlos as vassoura para revender, ela conta que de 30 em 30 dias tem que fazer pedido, mesmo sendo algo antigo ainda tem uma boa procura.

Ariane Pio
Da Reportagem Local