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Variação no Preço de Medicamentos Chega a 264% em Catanduva

Medicamentos apresentam variação no preço em Catanduva (O Regional)
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De até 264% – é essa a variação no preço de medicamentos em Catanduva. É o que aponta pesquisa realizada pela reportagem de O Regional em farmácias da cidade. No total, quatro remédios fizeram parte do levantamento. A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) também realizou pesquisa e apontou variação de até 960% no interior paulista.
As maiores diferenças nas farmácias da cidade foram vistas na Nimesulida e no Albendazol. O primeiro, com 12 comprimidos, teve o mais expressivo resultado. Enquanto uma farmácia vendia o produto a R$ 4,99, outra comercializava a R$ 18,20. Valor até 264% maior de um para outro.
O segundo, com três comprimidos, custava R$ 3 em um estabelecimento e R$ 9,25 no outro. Uma diferença de 208%. Em terceiro está o Tylenol em gotas, de 15 ml. A versão que não é genérica custava R$ 18,66 em uma das farmácias que fizeram parte do levantamento de O Regional. Enquanto que outra vendia a R$ 21,50, valor 15% maior.
O quarto produto que teve maior variação, desta vez de 5%, foi o Fenergan de 20 comprimidos. De R$ 10,25 em um estabelecimento, ele era vendido a R$ 11,05 em outro.

Variação de 960%
O levantamento do Procon realizado em 97 farmácias de 13 cidades que pertencem ao interior e litoral do estado mostra para uma diferença de 960% no preço dos medicamentos. O resultado foi visto em Marília, onde o Paracetamol de 15 ml custava R$ 1,25 em uma farmácia e R$ 13,26 em outra. Em valores absolutos chegava a R$ 12,01.
Já na capital, a diferença chegava a 849%, também no Paracetamol. Enquanto um estabelecimento vendia o produto a R$ 1,10, outro comercializava a R$ 10,44.
A conclusão do Procon foi de que vários fatores são determinantes de preço, entre eles está a aplicação de descontos que pode variar de acordo com as condições tanto locais quanto de mercado, além da rentabilidade da loja e condições comerciais de compra.
“Em algumas drogarias de rede, há políticas comerciais diferentes para cada canal de venda (loja física, telefone e site – loja virtual); · Há redes que são regidas pelo sistema de franquia, não havendo necessariamente uma política única de preços entre os franqueados”, informa.
Antes da pesquisa de preços, o setor aponta que é interessante que o consumidor consulte a lista de Preços Máximos (PMC) dos medicamentos, que está disponível no site da ANVISA (www.anvisa.gov.br).
A consulta também pode ser feita na lista de preços que devem estar disponíveis ao consumidor nas unidades do comércio varejista, que incluem as farmácias e drogarias, conforme determina o CMDE.
“Munido dessa informação o consumidor deve comparar os preços dos medicamentos entre os diversos estabelecimentos, como também os da própria rede, já que podem variar significativamente. Na comparação entre preços de medicamentos de referência e genéricos, observa-se que a diferença é grande. Por serem produzidos por diversos laboratórios, os medicamentos genéricos são, em geral, mais baratos. Mas é bom lembrar que um genérico de um mesmo laboratório também pode apresentar preços diferentes entre as drogarias/farmácias. Logo, é essencial a pesquisa de preços sempre aliada à recomendação e prescrição médica”, finaliza.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local