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UPA Atende Mil Pacientes a Mais em um Mês e Dengue é um dos Motivos

A Unidade de Pronto Atendimento de Catanduva (UPA) recebeu em dezembro mil pacientes a mais se comparado aos meses anteriores e o motivo seria a grande procura por atendimento médico de pessoas com suspeita de dengue.
De acordo com a secretaria de Saúde de Catanduva, o movimento é esperado para essa época do ano, sobretudo com a condição vivenciada de aumento de casos de dengue. Até o final de janeiro essa estatística pode ser ainda maior.
A reportagem de O Regional esteve na noite de ontem da unidade e ouviu relato de pacientes e acompanhantes que aguardavam o atendimento médico. Segundo informações dos atendidos, os casos de suspeita de dengue estão sendo triados de forma até mesmo diferente dos demais atendimentos. Fichas estão sendo elaboradas e separadas. Por conta da realização de exames de sangue e do soro que são receitados aos pacientes, teve catanduvense que deu entrada às 9 horas e até às 20 horas ainda permanecia na unidade.
Dados da semana passada da Secretaria Municipal de Saúde informavam que em janeiro, foram 10 casos notificados, dois confirmados para dengue e os demais estavam em investigação. No ano passado, até dezembro, foram notificados 6.330 suspeitas, 2.855 foram positivo e 499 aguardavam a confirmação. Ao todo foram quatro mortes por dengue.
A reportagem de O Regional ouviu diversos catanduvenses de diferentes bairros da cidade. Uma moradora do Jardim Vertoni afirmou que o marido está com dengue. Ele foi atendido na semana passada na UPA. “A sorologia ele irá fazer dia 16. É a segunda vez que ele contrai a dengue. Quando esteve na UPA tinha muita gente com os mesmos sintomas. No bairro, conhecemos muitas pessoas que estão com dengue, o pessoal do combate a dengue também nos informou”, disse.
A moradora também afirmou que o marido foi quatro vezes a unidade de atendimento de quinta-feira até ontem. “Fez novos exames, as plaquetas caíram novamente”. Em casa, a moradora afirmou que tem mantido o repelente para evitar que outras pessoas da família também peguem dengue. “Não tem outra coisa para evitar, tem muito mosquito e os venenos comuns não matam”.
Uma moradora do Parque Gloria IV também informou que a filha esta com dengue. “Minha filha está com dengue, meu ex-cunhado, a namorada dele, meu ex-marido, todos estão com dengue e eles moram em outro bairro no Jardim Bela Vista”.
No Gloria 1, uma moradora afirmou que a família inteira teve dengue do final do ano até agora. Uma moradora da Vila Celso também entrou em contato com a redação por meio das redes sociais, o filho dela, foi atendido com suspeita de dengue. “Fui no hospital sexta-feira. Não confirmaram porque só estava com as plaquetas baixas, mas leucócitos não. Sábado fomos de novo, a febre não baixava. Voltamos hoje e os leucócitos e as plaquetas estavam baixas”. O filho dessa moradora da Vila Celso foi atendido no Hospital São Domingos.
Recebemos informações de moradores que afirmam estar ou conhecer pessoas com dengue nos bairros Vila Santo Antonio, Colina do Sol, Vertoni, São Francisco, Parque Iracema, Residencial Isabela, Solo Sagrado, Monte Líbano, Cidade Jardim, Cecap e outros.
Um morador do Pachá afirmou durante o período que estivemos onde na UPA, que ele teve dengue em dezembro e ontem levou os dois filhos com os mesmos sintomas. Os jovens aguardavam atendimento na noite de ontem na unidade.
Há ainda uma suspeita de morte por dengue hemorrágica, na semana passada e que ainda depende de confirmação da Saúde.

Veneno
No final de semana, denúncias foram feitas informando sobre a falta de veneno para o controle do mosquito. A prefeitura encaminhou nota sobre o assunto. A Prefeitura vem a público esclarecer sobre o desabastecimento do inseticida utilizado no controle do Aedes aegypti. A distribuição do insumo – Malathion EW 44% – é de responsabilidade única e exclusiva do Ministério da Saúde, mas está em falta. O veneno é utilizado em ações de nebulização via aplicação espacial com equipamento costal motorizado e nebulização por aplicação com equipamento de Ultra Baixo Volume, chamado de fumacê, indicado para eliminar a fase adulta do mosquito da dengue. Não há veneno no mercado com as mesmas características. O município sequer pode comprar outro inseticida para essa finalidade, devido a restrições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Do contrário, a administração municipal estaria incorrendo em crime ambiental e crime contra a população, podendo causar danos à saúde do próprio agente de endemias e da comunidade como um todo, que estará exposta à intoxicação pelo veneno.
O Ministério da Saúde não definiu data de liberação do novo inseticida, que segue em fase de testes. Por conta do desabastecimento no estoque, foram intensificadas as ações de rotina visando diminuir a transmissão de casos. Dentre os principais trabalhos da EMCAa estão a realização de visita casa a casa, bloqueios contra criadouros, resgate de casas fechadas, atendimento a denúncias, ações educativas e mutirão aos finais de semana. Os trabalhos contam com apoio dos Agentes Comunitários de Saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde pede mobilização da população para os cuidados diários com a limpeza de suas casas e quintais, a fim de eliminar possíveis criadouros do Aedes. Na maioria das vezes, as larvas do mosquito são encontradas dentro das residências.
Denúncias podem ser feitas pelo Disque-Dengue: 3531-9200

Diário Oficial
Ontem, a edição do Diário Oficial do Município publicou lista de imóveis nos quais foram encontrados focos de larvas do mosquito Aedes Aegypti. Foram no total 15 imóveis em diferentes bairros, e os moradores foram notificados sujeitos a aplicação de multa. As coletas foram feitas nos dias 26 de dezembro e 02 de janeiro deste ano.

Karla Konda
Editora Chefe

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