Cidades

Trabalho Voluntário é Feito Por Apenas 24% dos Catanduvenses

A data é celebrada em todo o Brasil (Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

Quem nunca ouviu a frase – “Fazer o bem sem olhar a quem”? é justamente essa a tônica do trabalho voluntário. Parece simples, mas na prática não é. Isso porque, o trabalho volun­tário é feito por apenas 25% dos catanduvenses. Pelo me­nos é isso que aponta enquete realizada pela reportagem de O Regional no Facebook.
Outros 76% admitem que não realizam o trabalho vo­luntário em Catanduva. Nesta terça-feira, 28 de agosto, é co­­memorado o Dia do Volun­­tariado. A data é celebrada em todo o Brasil.
Dados do Instituto Brasi­­leiro de Geografia e Estatís­ti­ca (IBGE) mostram que cerca de 7,4 milhões de pessoas realizam trabalho voluntário no país, doando seu tempo e suas habilidades para poder ajudar o próximo. É o caso de Camila Santana, de 27 anos. Com outras parceiras, ela de­­sen­volve um trabalho so­cial com crianças carentes.
“Fazemos festas em datas comemorativas, doamos brin­­que­dos e o nosso próprio tem­po para essas crianças que estão em casas à espera ou de adoção, ou do retorno da fa­­mília, já que muitos mem­bros estão presos cum­prindo pe­­nas”, complementa.
Sobre o prazer de fazer o bem para os outros, ela aponta que é algo indescritível. “Não tem palavras que consigam expressar o bem que eu sinto em poder ajudá-las. Ainda é pouco diante do que elas merecem. Eu ajudo, mas saio mais feliz do que as próprias crianças”, comenta.
Todo mundo pode se tor­­nar um voluntário. Não são só os especialistas que podem fazer o bem. Todas as pessoas possuem capacidades, habili­­da­­des e dons que podem ser usados seja na comunidade da sua cidade, do seu bairro, da sua rua ou de alguma ins­tituição. Mais do que doar seu tem­­po, o voluntariado é uma re­­la­­ção humana, rica e soli­­dária. É uma relação de pessoa com pessoa, uma oportunidade de se fazer amigos, viver novas experiências e conhecer ou­tras realidades.
O trabalho voluntário é uma via de mão dupla, já que energia e criatividade são doa­dos. Mas o que se recebe é contato humano, convi­vên­cia com pessoas diferentes, oportunidades de aprender coisas novas, além da satisfa­ção de se sentir útil.
O voluntariado é ação, não é preciso pedir licença a ninguém antes de começar a agir, quem quer vai e faz, e pode começar com coisas pe­quenas, como uma simples visita a um asilo, ou abrigo de menores.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local




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