Cidades

Tecnologia no Combate a Incêndios Criminosos em Canaviais

Usina Colombo implanta câmeras de monitoramento para flagrar incendiários (Divulgação)
Assine

Tecnologia no combate a incêndios criminosos em canaviais – Essa é a novidade usada em uma usina da região de Catanduva que implanta câmeras de monitoramento para flagrar os incendiários. A novidade é mais uma ferramenta que será usada para evitar o fogo na palha da cana.
Em entrevista ao O Regional, o setor de Meio Ambiente da usina aponta que o sistema foi apresentado inclusive para outras empresas durante a reunião do Plano de Auxílio Mútuo (PAM). O uso de câmeras nos canaviais foi escolhido por conta da quantidade de focos de incêndio, que vem crescendo gradativamente nos últimos anos, além da dificuldade de se combater as pessoas que ateiam fogo em cana. Nos primeiros dez dias de maio, foram registrados 40 focos de incêndio em áreas rurais nos 17 municípios que fazem parte da região de Catanduva. O que corresponde a uma média de quatro focos a cada dia. A gerente do Departamento Jurídico, Angela Soncin, explica que há algum tempo, a empresa pensava em soluções para minimizar os incêndios criminosos. “Temos o PAM e várias medidas que foram adotadas, então surgiu (essa). Tínhamos visto outros projetos de câmera por satélite inclusive e faz um ano e meio que estamos atrás disso, até que chegamos nesse sistema que avaliando entre todos os que nós vimos, achamos o mais eficiente”, disse.
A ideia do uso de câmeras foi a que mais parece se adequar a realidade dos dias atuais. Com ela, os funcionários conseguirão monitorar 90% da área de plantio da usina, o que resulta em uma ampla cobertura. A detecção será de mais de 15 quilômetros, com um zoom preciso que pode captar com nitidez rostos e placas. “E com certeza muito mais rápido do que os pontos de monitoramento. Vamos continuar com os caminhões do projeto do PAM, mas com esse sistema vai ser possível avisar no combate ao incêndio, além de identificar os automóveis (daqueles que realizam a prática criminosa de provocar o fogo nos canaviais)”, explica. As imagens da câmera serão lícitas, que não possuem edição e tem credibilidade para que os órgãos competentes, como a Polícia Ambiental, possam chegar nesses infratores.
“A nossa parceria com a Polícia Ambiental e com o Corpo de Bombeiros continua, porque eles nos ajudam no combate e sempre são muito atenciosos. Se houver detecção (de incêndio em área de cana) a denúncia será encaminhada ao órgão público que realizará a fiscalização e apreensão. Vale ressaltar que atear fogo é crime então essas pessoas identificadas respondem pelo crime”, finaliza Angela.
As equipes atuarão 24 horas por dia, todos os dias da se­­­mana. Uma pessoa inclusive foi contratada exclusivamente para o monitoramento.
O capitão do Subgrupamento de Bombeiros de Catanduva, José Luiz Ferrari Ferreira, que viu de perto a novidade, destaca que as telas tem longo alcance nos canaviais que a usina possui em Ariranha, Santa Adélia e Catanduva. “É um aprimoramento das atividades preventivas do PAM que inclui 15 usinas da região toda e vão ajudar a diminuir os focos de incêndio. As pessoas que estiverem colocando fogo em mato serão identificadas e isso pode ser implantado em outras usinas”, disse.
Com o monitoramento por meio de câmeras nos canaviais, a expectativa é de que haja a redução no número de queimadas na região. “Vai ser mais fácil de ver o local ainda mais agora nessa estiagem que agora está chegando ao limite. Com o monitoramento é possível identificar o infrator e acionar rapidamente os bom­­­­­­beiros e a Polícia Ambiental para o combate e a autuação, respectivamente”, finaliza.

Cíntia Souza
Da Reportagem Local