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Sebrae Orienta Negócios de Games Para Retorno Seguro das Atividades

Os negócios de games, que fazem parte do segmento da Economia Criativa, também foram atingidos pelo avanço da pandemia do coronavírus. De acordo com a 6ª edição da Pesquisa de Impacto da Pandemia nos Pequenos Negócios, realizada pelo SEBRAE em parceria com a FGV na última semana de julho, o segmento da Economia Criativa, como um todo, é um dos que mais sofreram com quedas no faturamento. O levantamento mostrou que as perdas chegaram a 73%, bem acima da média geral, que é de 50%.
Com o processo de reabertura de estabelecimentos e retorno de muitas atividades econômicas, os empresários de negócios criativos de games também devem se preparar para a retomada dos negócios de forma segura e consistente, a partir de um novo contexto de consumo de produtos e serviços. Para apoiar os pequenos negócios do setor diante desse novo desafio, o SEBRAE elaborou um protocolo de retomada específico, a partir da parceria com entidades setoriais e recomendações das autoridades oficiais de saúde nacionais e internacionais. A iniciativa do SEBRAE faz parte da disponibilização de um conjunto de 35 documentos para 47 segmentos, com orientações para que os empresários consigam adequar o ambiente de trabalho de desenvolvedores, publishings, distribuidores e varejo do setor de games (arcades, games e fliperamas), oferecendo um local seguro para receber colaboradores, fornecedores e clientes.
O SEBRAE reconhece que a liberação do funcionamento dos estabelecimentos para desenvolvimento de games depende, fundamentalmente, das condições específicas de cada localidade e recomenda que os empresários fiquem atentos aos decretos e demais regulamentos vigentes na sua região e, caso exista divergência de informações entre as medidas estaduais e municipais, opte por seguir a orientação mais rígida, de preferência, de acordo com as recomendações das autoridades oficiais de saúde, como Organização Mundial de Saúde (OMS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Saúde, dentre outras. A instituição também alerta que é de extrema importância acompanhar diariamente as atualizações voltadas para o setor de games e implementar somente aquilo que estiver oficialmente estabelecido.
Além das orientações gerais de higiene e saúde para prevenção do contágio e transmissão da doença, o documento também chama atenção para a limpeza e desinfecção de objetos e superfícies que sejam compartilhados ou tocados com frequência, inclusive acessórios, máquinas e equipamentos de uso manual, como consoles, computadores, óculos virtuais, dentre outros.
Para o local de trabalho nos escritórios administrativos e estúdios de desenvolvimento e teste de jogos, as orientações são: ao realizarem testes dos jogos, evite aglomerações, higienize com álcool em gel 70% os consoles, óculos VR e equipamentos que serão utilizados por profissionais e convidados. Verifique se locais de trabalho estão limpos e higienizados. Superfícies (mesas e bancadas) e objetos (telefones, teclados) precisam ser limpos com desinfetante regularmente. Certifique-se de que funcionários, contratados e clientes tenham acesso a locais onde possam lavar as mãos com água e sabão. Diminua a capacidade de público do escritório ou estúdio, de modo que seja possível minimizar o contato, promovendo o agendamento de compromissos ou escala de trabalho. Promova o distanciamento de 1,5m entre pessoas nas estações de trabalho. Uma dica é utilizar adesivos no chão para demarcação da distância mínima.
No caso de varejo (arcades, games e fliperamas) a dica é: cubra os painéis dos arcades, consoles e óculos de VR com papel filme para facilitar a higienização dos equipamentos com álcool 70% a cada utilização e troca de usuários. Promova o teletrabalho ou trabalho remoto sempre que possível. Evite deslocamentos de viagens e reuniões presenciais, utilizando recursos de áudio e/ou videoconferência. Atenda à exigência de manter a distância mínima de segurança de 1,5 metro entre os clientes e colaboradores. Procure realizar a abertura em horários diferentes, para que o tráfego de clientes e profissionais não coincida com o pico de movimento do transporte público e solicite que o cliente use máscara própria ou fornecer assim que entrar no estabelecimento.

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local