Cidades

Região Têm 29 Denúncias de Abuso e Exploração de Crianças e Adolescentes

A ação envolveu alunos de escolas estaduais e municipais no auditório da Prefeitura (Foto Divulgação/Prefeitura)
A ação envolveu alunos de escolas estaduais e municipais no auditório da Prefeitura (Foto Divulgação/Prefeitura)
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A região de Catanduva tem 29 denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Os números são de registros feitos pelo Disque 100. Os dados levam em consideração o período de janeiro a dezembro de 2016. A informação é do Ministério dos Direitos Humanos.

A cidade com o maior número de denúncias da região é Novo Horizonte, com 15 registros, na sequência está Catanduva (10) e em terceiro a cidade de Urupês (5). Santa Adélia, Tabapuã e Pirangi registram cada um três registros de denúncia de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Já Ibirá e Catiguá têm dois casos cada. Sales, Paraíso e Ariranha contam um registro cada.

Ontem (18) foi celebrado o Dia de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi marcada por apresentação de projetos em Catanduva. A ação envolveu alunos de escolas estaduais e municipais no auditório da Prefeitura.

A abordagem foi feita por equipes da Secretaria de Assistência Social nas unidades de ensino. O conteúdo absorvido serviu de base para produção de redações, ilustrações e até paródia. Este ano, a campanha tem o slogan “Faça Bonito. Proteja nossas crianças e adolescentes”.

O prefeito Afonso Macchione Neto fez a abertura do evento. No discurso, ele falou sobre a importância de ações de conscientização voltada a esse público. “Os alunos acabam compartilhando com amigos e familiares as experiências de dentro das escolas e levam esse conhecimento para a vida toda”, disse.

“Com essa iniciativa, temos ampliado a conscientização. Prova disso é a interação entre os alunos. Nosso trabalho visa chamar a atenção da sociedade para a importância da prevenção e do enfrentamento da questão da violência sexual praticada contra crianças e adolescentes”, aponta Nilva Alves dos Santos Flores, coordenadora do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).

No final do evento, o público assistiu a peça teatral “Não Sou Alice, Sou Araceli”, da companhia de teatro Sobrado Verde Produções. O espetáculo reproduz a história real, vivida por uma menina de Vitória, no Espírito Santo, em 1973. Ela foi sequestrada, espancada, estuprada, drogada e assassinada numa orgia.

A programação da semana de combate ao abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes termina hoje (19). O promotor de Justiça Eli Buchala vai ministrar palestra para famílias atendidas no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) do bairro Juca Pedro, às 14h30. A unidade fica localizada na rua Argentina s/nº.

 Cíntia Souza
Da Reportagem Local

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