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Região é a Terceira Que Mais Demite no Setor da Agropecuária, Aponta IEA

Foram quase três mil vagas à menos no intervalo de um ano para outro
Cíntia Souza
Da reportagem local
A região de São José do Rio Preto, que engloba Catanduva foi a terceira que mais demitiu no setor da agropecuária em todo Estado de São Paulo. Foram 2.820 postos de trabalho a menos. Isso porque enquanto que em 2013 eram 32.396, já em 2014, os dados mais recentes apontam que eram 29.576 postos de trabalho. É o que aponta o Instituto de Economia Agrícola. A informação foi divulgada recentemente no site do IEA.
O primeiro lugar foi para a região de Bauru, que de um ano para outro, excluiu 3.583 postos de trabalho. Eram 22.047 postos de trabalho em 2013 e 18.464 em 2014. O segundo lugar no ranking de demissões foi Ribeirão Preto, que excluiu 2.473 postos de trabalho. A região havia contabilizado 16.280 empregos formais, sendo que no ano passado caiu para 13.807.  A tendência de queda foi vista em todas as 13 regiões que pertencem ao estado. Os únicos saldos positivos, com geração de emprego foram Barretos que aumentou em 1.757 as vagas e Araçatuba que teve acréscimo de 721 empregos formais.
A situação negativa foi vista em todo Estado de São Paulo, que apresentou variação negativa na geração de empregos no setor, com perda de 13,6 mil postos de trabalho. Foi o pior desempenho entre todos os estados. Em compensação outras localidades apresentaram aumento no número de postos de trabalho. Foram 17 unidades, entre elas Mato Grosso, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, que despontaram como os principais na geração de empregos no setor. A explicação foi o desenvolvimento econômico do próprio setor, com relação a mitigação da informalidade.
Com relação as atividades econômicas de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas percebe-se que o cultivo de cana-de-açúcar teve a maior perda dos postos de trabalho. Isso porque de um ano para outro foi vista a exclusão de 10,5 mil empregos nessa que é a atividade que corresponde a 22,6% do total de postos de trabalho.
O motivo apontado pelo IEA foi a crise do setor sucroalcooleiro somada à mecanização da colheita da cana-de-açúcar que faz parte dos marcos regulatórios instituídos para erradicar a queima da cana (Protocolo Agroambiental e Lei n. 11.241/2002) impulsionaram o mau desempenho do Estado de São Paulo no setor agropecuário. 
Os números divulgados são relacionados ao setor produtivo, ou seja, aos fornecedores de cana-de-açúcar. Outros elos da cadeia produtiva, como fabricação de açúcar (bruto ou refinado) e álcool, evidenciariam números superiores para as perdas nos postos de trabalho.
A geração de empregos foi vista em outras atividades econômicas como a horticultura, produção florestal, expansão da produção florestal e o cultivo da laranja. Sendo a fruta cítrica, responsável por 13,6% do total de empregos formais do setor agropecuário paulista em 2014, que acrescentou só 161 postos de trabalho com carteira assinada. Ou seja, enquanto a cana-de-açúcar, a principal atividade na geração de empregos, registrou perdas nos postos de trabalho.