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Região De Catanduva Tem Municípios Com Concentração De Cultura Cítrica e Abelhas

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Na avaliação do pesquisador do Instituto Internacional de Ecologia (IEE) José Galizia Tundisi, especialista em gerenciamento de recursos hídricos, a relação entre as áreas de florestas nativas e as áreas de produção de citros significa um importante investimento e um exemplo fundamental para a produção sustentável.
“Esta iniciativa não beneficia somente o setor produtivo citrícola, beneficia toda a sociedade”, afirma.
“Já está evidenciado cientificamente que a manutenção de áreas com vegetação nativa tem influência quantitativa e qualitativa no ciclo hidrológico e na qualidade da água dos mananciais, além da preservação da biodiversidade terrestre”, pontua.
O biólogo e pesquisador do Centro de Estudos de Insetos Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp-Rio Claro), Osmar Malaspina, também destaca o impacto sobre a fauna. “Essas áreas protegidas contribuem para a manutenção da biodiversidade e ajudam na preservação e espécies polinizadoras como as abelhas. A presença desses polinizadores gera um retorno financeiro significativo ao produtor, aumentando em até 50% a quantidade e a qualidade dos frutos produzidos”, enfatiza.
Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam alta produção de mel no cinturão citrícola. “Cerca de 80% do mel produzido no estado de São Paulo está nos municípios que cultivam a citricultura. Nessa região, o crescimento da produção do alimento na última década foi muito maior do que em cidades fora do cinturão”, destaca Trombin. Dessa forma, a região de Catanduva tem grande produção de laranja e limão com presença do inseto polinizador, a abelha.

Ariane Pio
Da Reportagem Local