Cidades

Quase Metade das Pessoas que Buscam Consegue Parar de Fumar

Apesar das mulheres procurarem mais, homens têm mais sucesso no tratamento
Cíntia Souza
Da Reportagem Local
Menos da metade daqueles que buscam tratamento consegue parar de fumar em Catanduva. A informação é do Programa de Controle e Cessão ao Tabagismo da cidade que aponta que dos 262 pacientes, 128 conseguiram abandonar o vício no ano passado. Em anos anterior número foi ainda maior. Para se ter uma ideia, em 2014, dos 172 pacientes, 68 conseguiram parar de fumar. No ano anterior a procura foi mais significativa, com 263 pacientes, mas 126 deles conseguiram abandonar o vício durante o tratamento.
 Ainda de acordo com o programa, há mais mulheres inscritas, mas, proporcionalmente, os homens têm índice ligeiramente maior de sucesso no tratamento. O índice é comemorado pelo setor, já que o preconizado pelo Ministério da Saúde é de aproximadamente 40% a quase 50% do total dos pacientes.  “O índice está acima da média, levando em consideração que estamos lidando com dependência de uma substância psicoativa como o tabaco. Lembrando-se que estes dados se baseiam apenas naqueles pacientes que frequentaram o programa de forma assídua durante pelo menos os três primeiros meses de tratamento”, informa o programa.
Ainda de acordo com o programa, além dos malefícios à saúde ocasionados pelo fumo (risco de impotência sexual, risco de doenças reumáticas, tosse crônica e envelhecimento precoce), entre eles, a diminuição da auto-estima do fumante, isolamento social, poluição ao meio ambiente, prejuízo à saúde do fumante passivo e problemas sócio-econômicos devido ao excesso de gastos com cigarros ao longo da vida do fumante.
Os benefícios para aqueles que deixam de fumar já são vistos em uma semana. “O mesmo já começa a sentir-se mais disposto a realizar atividades físicas devido à melhora de sua respiração, bem como imensa melhora em seus relacionamentos interpessoais”, informa.
O Programa de Controle e Cessação ao Tabagismo de Catanduva atua com terapias individuais e medicamentosas, acompanhadas por um médico, associadas também a grupos psicoterapêuticos com profissional psicólogo sob abordagem cognitiva comportamental. Todos são especializados na área.  A duração máxima do tratamento é de um ano, sendo que nos três primeiros meses tendo como foco a cessão do vício, sendo desenvolvidas técnicas e manejos comportamentais com relação a mudança de hábitos e controle da ansiedade e durante os outros nove meses, o foco do tratamento é para a manutenção do fim do vício e a prevenção de recaídas. 
“Porém, a partir do momento que o paciente consegue atingir seu objetivo e parar de fumar, é necessário que o mesmo seja acompanhado por pelo menos 90 dias até que o mesmo receba alta do tratamento (conforme preconizado pelo Ministério da Saúde)”, aponta o setor. O programa foi implantado em agosto de 2005, aprovado pelo Ministério da Saúde em janeiro de 2006. Aqueles que pretendem dar início ao tratamento, devem comparecer na rua Aracaju, nº 285 das 7 as 17 horas para realizar a inscrição. No ato da inscrição o paciente receberá um cartão com o agendamento referente ao início do tratamento em grupo com a psicóloga Fernanda Lins e Freitas. Na terceira semana de tratamento, o paciente dará início ao tratamento medicamentoso com o pneumologista Renato E. Macchione. O tratamento é mais intensivo nos primeiros três meses, pois o objetivo é que o paciente consiga parar de fumar neste período. Depois disso, seguem-se as sessões de manutenção para a prevenção da recaída.