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PSL Confirma Aliança com PP: Composição de Cacciari Perde um Partido

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O Partido Social Liberal (PSL) de Catanduva confirmou na última sexta-feira, em reunião realizada, aliança ao pré-candidato Ricardo Rebelato, do Partido Progressistas (PP). A sigla vinha mantendo possível relacionamento com o grupo que poderá compor coligação com Cidadania de Roberto Cacciari. Mas a situação mudou.
De acordo com presidente do PSL em Catanduva, Martinho César, em entrevista ao radialista Fernando Galhardo, o PP, de Rebelato, vem fazendo uma grande frente de direita e por isso a decisão de juntar-se a ele. “Tenho grande respeito ao Roberto Cacciari. Não tem nada que eu possa falar do Roberto. Mas as tratativas e o relacionamento que estavam em andamento acabaram por enferrujar então optamos por ir para o grupo de Rebelato”, afirmou Martinho.
Dentre as justificativas, a possível participação no grupo de Cacciari de partidos que já estiveram ligados ao PT. “O PSL não gosta de estar ao lado de partido de esquerda. E a gente vai combater ferozmente isso. No conjunto do Roberto (Cacciari) tem um partido que caminhou com o PT por muito tempo e isso foi fundamental nessa nossa decisão”.
“Volto a frisar. Não temos nada contra o Roberto. É apenas uma questão de tendência do PSL, partido de direita e que não pode caminhar com partidos que tem a tendência esquerdista. Simplesmente o PDT caminhou com PT durante anos. Acho que isso foi crucial para esse acontecimento”.
Roberto Cacciari também se manifestou sobre a perda do partido aliado. “A nossa estratégia está calcada em princípios que não abrimos mão. Fazer essa renovação com essa juventude que está comigo. Pessoas que querem o bem pelo bem, querem a renovação da política pela própria renovação. Perder o PSL, não muda nada. O entusiasmo é o mesmo. Mesmo porque não tivemos proximidade”. “ É bom que se destaque o seguinte, e isso meu amigo Cesar não pode negar, que no findar do período de filiações, estavam buscando candidatos e nós tínhamos em excesso, como forma de dizer, tinham amigos, não era descarte. E nós direcionamos esses nomes para o PSL, inclusive minha própria filha. Tivemos essa lisura, esse cavalheirismo. Mas eu gosto de uma frase de que Jesus dizia. Aqueles que comigo não se ajuntam, se espalham”.
Apesar de concordar com a decisão do PSL, Cacciari afirma que foi surpreendido pela mudança. “Não me causa nenhuma estranheza, apesar de ter sido surpreendido por essa posição, mas tem meu respeito. Eu não tenho nada de esquerda. Eu sou uma pessoa muito de direita. Não tem nada de esquerda ou qualquer ideologia extremista. Mas por que não me causa estranheza, porque numa outra situação, em 2012, me tiraram a legenda, por que? Eu não concordei com determinadas posturas ou propostas. Minha conduta sempre é a mesma, ninguém pode falar que eu faltei com palavra, surpresa sim, apesar de não haver proximidade, havia uma palavra empenhada, todos nos temos de comprometer com aquilo que demos a palavra”, concluiu Cacciari.

Karla Konda
Editora Chefe