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Psicóloga Destaca Importância da Fantasia das Lendas de Natal Para Crianças

ALESSANDRA Lima é psicóloga

Especialista orienta que pais aproveitem as lendas de natal para ensinar sobre bondade

 

Como explicar o Natal para as crianças? Qual a melhor história, a do nascimento de Jesus ou a do ‘Bom Velhinho’ de longa barba branca que chega pela chaminé e sempre tem um saco bem grande cheio de presentes? Quando revelar aos filhos que os presentes vem da família e não do Papai Noel? Muitos pais se fazem essas perguntas neste dia e a resposta pode ser mais fácil do que se imagina.

A reportagem de O Regional convidou a psicóloga Alessandra Lima do setor de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de Catanduva para orientar os pais sobre como abordar o Natal com os pequenos. A primeira dica é que a fantasia faz bem e é necessária e útil para a educação das crianças.

“O Natal é um momento em que as crianças fantasiam sobre o Papai Noel. É importante termos o conhecimento de que a fantasia é fundamental para o desenvolvimento das crianças. Assim como elas acreditam nos poderes dos super-heróis. Querendo ou não a, fantasia faz parte da criança, do seu desenvolvimento infantil e da vida adulta também. É importante que os pais mantenham a fantasia natalina. Não podemos tirar de uma criança a capacidade de fantasiar, pois ajuda nas ideias e pensamentos. A fantasia faz parte da criança e do desenvolvimento. Sem contar que é através do imaginário e da fantasia que conseguimos elaborar nossas questões afetivas e isso vem desde a infância”, conclui.

De acordo com a psicóloga é possível que os pais abordem as duas principais historias natalinas para as crianças. Ela orienta, no entanto, que seja usada linguagem simples de forma que as crianças compreendam.

“Lembrando sempre que a figura do Papai Noel não é somente a de entregador de presentes, mas tem também outras representações simbólicas importantes como bondade e empatia. A história do Papai Noel é bem antiga e existem várias lendas sobre ele. Uma dessas lendas diz que o bom velhinho foi inspirado no inspirado no bispo Nicolau, que colocava um saco com moedas de ouro na chaminé das casas para ajudar quem estava com dificuldades financeiras. Outra lenda é sobre os atos de caridade dele: no dia 6 de dezembro ele deixa para as crianças deliciosos presentes para ninguém passar mais fome. É importante que os pais através das lendas e as trocas de presentes ajudem os seus filhos a pensar na importância da bondade, caridade, empatia, etc. e não somente trocar presentes”, explicou.

Sobre o momento certo de contar para as crianças que o Papai Noel não existe. Para Alessandra, os pais devem ficar atentos a percepções da própria criança. “As crianças, em algum momento, o pensamento começa a ser mais lógico e a perceber as diferenças físicas do Papai Noel, e a diferença das informações, nesse momento os questionamentos e as desconfianças aparecem. Isso geralmente ocorre por volta dos 7 anos, mas pode variar. Quando os questionamentos acontecerem aos pais, professores, avós é necessário ser verdadeiros com as crianças, uma vez que elas já conhecem a verdade. Sempre lembrando que essa conversa precisa ser no tempo da criança, quando os questionamentos forem feitos, é preciso respeitar o tempo da criança”, completou.

 

 

Nathália Silva

Da Reportagem Local