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Proprietários e Clientes de Academias Pedem Retorno das Atividades

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Enquanto outros segmentos puderam novamente reabrir as portas de seus estabelecimentos, o setor de academias está impedido de trabalhar durante a pandemia do coronavírus. Os proprietários e clientes realizaram uma manifestação on-line pedindo a reabertura das academias. Os representantes do setor pediram que a decisão do governo federal, de que academias fazem parte de serviços essenciais, seja respeitada. A manifestação reivindicou ao governo do estado de São Paulo e à Prefeitura de Catanduva que haja reabertura. De acordo com os empresários, o ramo tem conhecimento sobre as regras sanitárias e respeitaria todas as medidas de segurança. “A Neofitness, contava entre personal trainers autônomos mais funcionários registrados e estagiários com 45 pessoas. Todo esse número está sem trabalhar, alguns receberam auxílio do governo, a maioria dos estagiários parou a faculdade e perderam o estágio”, explicou Ricardo Fonseca, proprietário da academia.
“A Transforma conta com 07 funcionários, sendo que alguns tiveram o benefício do governo, mas alguns infelizmente não. Temos também os personais que são autônomos e consequentemente perderam o espaço para treinar seus alunos”, contou Daniela Gutierrez Motta, proprietária da academia.
No mercado há 49 anos, Lêca Espírito Santo Tabith alegou que a medida aplicada ao ramo está totalmente equivocada. “A Spin Academia possui 49 anos de trabalho corporal consciente, minhas filhas Gabriela Espírito Santo Tabith Valentin e Fernanda Espírito Santo Tabith, formam o quadro de profissionais da academia. O risco de se exercitar fisicamente sem o acompanhamento de um profissional competente é muito grande, principalmente num momento grave como esse onde nos tiram a oportunidade de mostrar o quanto somos necessários para o combate da doença. Quem realmente cuida da saúde, sabe o quanto somos necessários, já que os exercícios aumentam a imunidade e com isso ficamos mais aptos para nos protegermos de doenças. Estamos em 2020 e continuo me perguntando onde está a consciência”, opinou.
Além do prejuízo financeiro, muitos relataram que o descaso com o setor tem causado dano mental. “Dependo totalmente da academia, minha única fonte de renda, algo que estudei, lutei e ralei pra conquistar e agora vejo esse sonho que se tornou realidade sendo prejudicado por esse governo, que não usam critérios coerentes, então tive sim prejuízos, tanto financeiros como mental”, relatou Felipe Pereira, proprietário da academia FIT13.
Alunos também se mobilizaram e opinaram sobre o tema. “ Como praticante de musculação sei a falta que atividade física praticada nas academias faz em um momento como esses. Não só retirando a saúde física necessária para o corpo combater os vírus, mas também prejudicando a saúde mental. Talvez a prática de exercícios nas academias seja uma das maiores medidas para o combate ao Covid-19 promovendo a saúde física e mental da população”, comentou Matheus Bressani Barbosa.
Empresários informaram que se não houver uma providência em relação ao setor a única alternativa será fechar às portas. Para oferecer maior segurança aos colaboradores e clientes todos os empresários garantiram seguir à risca todas as medidas impostas pela Vigilância Sanitária e órgãos competentes, tais como: no máximo 50% dos aparelhos de cardio e armários devem ser usados, com um distanciamento mínimo de 1,5 metro entre equipamentos em uso. Manter suspensas as aulas, atividades e práticas em grupo. Restringir a utilização das áreas de banho nos vestiários, mantendo apenas os banheiros abertos. A higienização dos móveis, equipamentos e objetos deve ser feita antes e depois de cada cliente fazer uso. Intensificar a rotina de limpeza, garantindo que todos os equipamentos sejam completamente higienizados ao menos três vezes ao dia. Nas áreas de musculação e peso livre, devem ser posicionados kits de limpeza em pontos estratégicos, contendo toalhas de papel e produto específico de higienização, para uso em equipamentos de treino como colchonetes, halteres e máquinas, após cada utilização dos mesmos. Aferir temperatura de todos os clientes na entrada Uso de máscara para funcionários e clientes. Tapetes banhados em água sanitária na entrada da academia e em seguida outro para secar os pés, prevenindo o vírus acumulados em sapatos.
Em resposta ao O Regional a Prefeitura encaminhou a seguinte nota. “A Prefeitura de Catanduva esclarece que o Plano São Paulo de flexibilização, do Governo do Estado, não permite a reabertura de academias na fase laranja, na qual Catanduva está inserida. Essa decisão não depende da Prefeitura. Proprietários de academias já foram atendidos pela prefeita Marta para orientá-los sobre tal restrição e ela permanece à disposição como sempre esteve.”

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local

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