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Pesquisa Revela Que Pandemia Não Desanima Maioria A Cursar Faculdade

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Um estudo mais completo sobre os impactos da pandemia para o Ensino Superior no Brasil, realizado em três ondas durante a pandemia no mês de maio de 2020, pesquisou cinco mil candidatos inscritos, de 34 Instituições de Ensino (IES) do país, entre 17 e 50 anos, e confirmou que 65% deles pretendem se matricular para o Ensino Superior a partir dos vestibulares de julho.
A pesquisa revelou também que 89% dos respondentes tiveram a renda familiar afetada de alguma forma durante este período de quarentena e mais de 45% foram muito afetados. Isso influencia na decisão de não cursar a faculdade, neste ano, para um em cada três entrevistados. Do total de pesquisados, 52% declararam ganhar menos de dois salários mínimos, e 81% têm até 4,5 salários mínimos de renda familiar.
A pesquisa realizada pela MKT4EDU, com a coordenação técnica dos professores Fernando Serra e Leonardo Vils da Uninove, aponta que, embora 89% dos candidatos declarem ter sofrido restrições financeiras devido ao coronavírus, o relaxamento do efeito covid-19 ao longo das diferentes semanas em que foram entrevistados durante o isolamento, mostrou o crescente interesse em se matricular numa faculdade. Mais da metade dos entrevistados, 65%, afirma que irá seguir com a educação universitária mesmo que isso envolva a troca do instituto de ensino superior escolhido.
No Brasil, o acesso a cursos de graduação continua muito restrito. Segundo os dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados no passado, apenas 32,7% dos jovens, entre 18 e 24 anos, estavam matriculados em alguma instituição de ensino superior. “O cenário da educação superior no Brasil hoje é o pior da América Latina. E o novo mercado de trabalho que se forma rapidamente como reflexo da pandemia precisará ainda mais de jovens com alto grau de conhecimento técnico e capacidade de adaptação para garantir suas carreiras e sucesso. A determinação da maioria dos potenciais universitários brasileiros, apontada no estudo, é mais do que uma boa notícia, é a comprovação do fortalecimento dessa geração diante da experiência que os desafia”, conclui Gonçalves.

Ariane Pio
Da Reportagem Local

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