Cidades

Pacientes Reclamam de Falta de Medicamento de Alto Custo Para Asma

PACIENTE diz que não tem condições de comprar o medicamento (Divulgação)
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Pacientes reclamam de falta de medicamento de alto custo para combater crises de asma. A informação é dos próprios pacientes que ligaram para redação de O Regional e solicitaram que alguma atitude fosse tomada. Os usuários alegam que a falta da medicação tem mais de 30 dias. O remédio que custa, em média R$ 118, é fornecido pela Secretaria Estadual de Saúde.
A dona de casa Maria Donizete Bareloni Silva faz uso da medicação há 12 anos e relata que não pode ficar sem o medicamento devido as fortes crises de falta de ar.
“Eu não sei mais o que eu vou fazer. Eu não tenho como comprar meu remédio. Estou sem há 15 dias, mas a medicação está faltando tem mais de 30 dias. Não sou só eu que estou reclamando, muitas outras pessoas também estão sem”, desabafa.
Dona Maria ressalta as consequências respiratórias da falta do medicamento.
“Tenho medo que alguma coisa pior possa acontecer para mim. Ninguém se preocupa com a nossa saúde. Se tivesse dinheiro eu já tinha comprado”, conta.
Nas redes sociais, outras pessoas que fazem uso da medicação também tem criticado a falta do remédio.
“É uma pouca vergonha a gente paga impostos tão altos e quando precisa de um medicamento não tem o respaldo do governo”, diz uma internauta.
Em janeiro deste ano, outros pacientes que fazem uso do medicamento fumarato de formoterol diitratado com budesonida, da farmácia de alto custo, também entraram em contato com a reportagem para criticar a falta do remédio. A farmácia de alto custo estava sem a medicação há mais de 60 dias.
“Vários moradores de Catanduva estão há dois meses sem conseguir o medicamento Alenia, utilizado no tratamento de crises de bronquite (problemas respiratórios). Mensalmente estamos buscamos o medicamento na farmácia de alto custo e as respostas são sempre as mesmas: está em falta e não tem previsão para chegar! Geralmente idosos e pessoas que sofrem com crises temem ficar sem o medicamento que pode evitar até a morte, uma vez que são bombinhas utilizadas em momento de crise respiratória. Informações dos atendentes são que não terão o medicamento esse mês, completando assim 60 dias de falta do medicamento”, constatou o filho de uma paciente que prefere não se identificar.
Após a reportagem, o medicamento Alenia chegou na farmácia municipal.

OUTRO LADO
A reportagem de O Regional entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo que disse que “A Coordenadoria de Assistência Farmacêutica esclarece que está cobrando o fornecedor do medicamento Seretide para que entregue o produto adquirido o quanto antes. A previsão informada pela empresa é que isso ocorra nas próximas semanas. A paciente Maria Donizete Bareloni Silva será comunicada sobre a disponibilidade”, informa.

“Cabe esclarecer que o SUS (Sistema Único de Saúde) distribui mais de 1.000 tipos de medicamentos em diferentes apresentações no Estado de São Paulo. Para atender os pacientes cadastrados no programa de Medicamentos Especializados (Alto Custo) em todo o Estado, a pasta estadual realiza planejamento periódico dos estoques, com base no consumo e mais uma margem de segurança para garantir que a unidade tenha estoque até que seja abastecida pela próxima compra. Mas, alguns fatores, alheios ao planejamento da pasta, podem ocasionar desabastecimentos temporários, como aumento inesperado de demanda (acima da margem de segurança prevista), atraso por parte do fornecedor, logística de distribuição do Ministério da Saúde, pregões “vazios” (quando nenhuma empresa oferta o medicamento) ou pregões “fracassados” (quando as empresas estabelecem preços acima da média de mercado, o que inviabiliza legalmente a aquisição)”, finaliza o comunicado oficial.

Karla Sibro
Da Reportagem Local

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