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Oposicionista Sugere ao Governo Intervenções Para Mobilidade Urbana

Ele criticou gastos realizados desde 2013 em estudos e diz faltar transparência
Nathália Silva
Da Reportagem Local
O vereador Amarildo Davoli (PT), um dos membros da bancada oposicionista ao governo do prefeito Geraldo Antonio Vinholi (PSDB) elaborou requerimento indicando medidas que, em sua opinião, melhorariam a mobilidade urbana. Dentre as idéias estão antecipar faixas de pedestres em cruzamentos sem semáforos, orientações no trânsito e campanhas.
No documento, Davoli lembra que já vem cobrando este tipo de ação desde novembro de 2014 e diz que as medidas para solução dos problemas de mobilidade não podem se configurar em “figura de retórica”.
A primeira idéia é de recuar as faixas de pedestre onde não haja semáforo para evitar que os condutores de veículos precisem invadir a faixa para observar se vem carro.
“Nas vias públicas onde não houver semáforo, recuar a faixa de pedestres para antes dos cruzamentos, com sinalização de advertência no solo, deixando o espaço em que caiba um veículo (3m) entre a faixa e o cruzamento, a fim de que os condutores possam ter visão do trânsito na via a ser cruzada sem que parem sobre a faixa de pedestres. Essa medida, além de proporcionar real segurança a condutores e pedestres, evitaria transtornos, constrangimentos, discussões, agressões verbais que poderiam levar a vias de fato”, explicou o parlamentar.
Outra cobrança do petista é sobre a orientação do trânsito que sugere que deveria ser realizada pelos Agentes Fiscalizadores de Trânsito (AFTs) e pela Polícia Militar.
“Em lugares estratégicos, AFT para orientar condutores e pedestres, até que se consolide uma cultura de trânsito responsável por parte de todos os segmentos. Em locais onde haja grande fluxo de pedestres ou com grande fluxo de veículos, é necessário ordenar e regulamentar a travessia de pedestres, também nas proximidades de escolas, terminais rodoviários, centros de lazer e atividades físicas ou onde estudos especializados indicarem sua necessidade. Essas medidas, além de beneficiar e proporcionar mais segurança aos pedestres, praticamente dispensam a execução de obras”, conclui.
Criticou
O petista criticou gastos do governo com estudos que, em sua opinião, não teriam resultado em melhorias para o trânsito e mobilidade.
“Foram pagos em 2013, R$ 199.131,53 à empresa TECTRAN; R$ 158.517,62 à IDOM Ingenieria y Consultoria; R$ 12.693,62 à IDOM Consultoria. E em 2014: R$ 70.932,62 à TECTRAN; R$ 49.440,47 à IDOM Ingenieria y Consultoria; R$ 5.880,12 à IDOM Consultoria, totalizando quase meio milhão de reais. E, até agora, só tivemos a instalação de radares, ao preço de R$ 1,2 milhão/ano, sem campanha educativa antes, durante e após sua instalação. E sem prestação de contas. Infelizmente só vimos medidas implementadas na contramão da mobilidade, como a redução de linhas de ônibus urbanos, aumento do tempo de espera e das passagens”, avaliou.