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ÓIA O TREM II

Este artigo foi originariamente publicado no mês de outubro de 2010, em outro jornal que não mais circula na cidade e é a continuação do artigo publicado no domingo passado. – Recentemente lembramos a época nostálgica do trem de passageiros que cruzava a nossa cidade e que se constituía num dos principais meios de transporte de pessoas e produtos, principalmente levando café diretamente ao porto de Santos. Esquecemos de destacar a figura do vendedor de revistas que trazia em seu embornal, “O Cruzeiro”, “Manchete”, “Realidade”, “Fatos & Fotos”, “Sétimo Céu”, “Grande Hotel” e “Melodias”, dentre outras e, que, infelizmente não mais existem nas bancas. Os nossos cinemas dependiam da estrada de ferro, pois os filmes eram transportados por trem, o que assegurava ao chefe da estação muito status e cadeira cativa e identificada(chefe da EFA) nos cinemas, ao lado das cadeiras reservadas ao Juiz de Direito e Promotor de Justiça. Chic não! Junto com um grupo de amigos conhecemos recentemente na Espanha o AVE-Alta Velocidade Espanhola, que chega a 350 quilômetros por hora e liga Madrid às principais cidades daquele país. Uma viagem Madri/Toledo de pouco mais de 80 quilômetros é feita em 25 minutos. Madri/Barcelona, pouco mais de 600 quilômetros não passa de 2h20 minutos, com a vantagem de o passageiro poder chegar até 5 minutos antes partida, embargando e desembarcando normalmente no centro da cidade, cujas estações possuem integração com metrô, trens convencionais e ônibus, sem falar no conforto e limpeza dos vagões. E mais, se o trem atrasar até 5 minutos os passageiros tem assegurado o direito à devolução do valor integral da passagem, fato que nunca aconteceu, pois, a precisão é tanta que os trens partem e chegam impreterivelmente nos horários estabelecidos. Na Espanha os serviços de transporte e comunicação são deveres do estado, estabelecidos na Constituição. Lá, como de resto em toda a Europa, o trem concorre diretamente e em pé de igualdade com os aviões, não obstante os preços razoáveis das passagens aéreas e os aeroportos, modernos e amplos, que deixam Cumbica(o nosso principal aeroporto) no chinelo. Enquanto os nossos governantes ficam discutindo questões burocráticas do trem bala brasileiro que, sequer saiu do papel e que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro, passando por Campinas, a China, acaba de inaugurar o trem mais veloz do mundo com média de 350 quilômetros por hora, num trajeto de 220 quilômetros, construído em tempo recorde de 20 meses. É isso mesmo, em apenas 20 meses. Aqui, fala-se que o nosso TGV-Trem de Grande Velocidade somente estará pronto para as Olimpíadas de 2016. Tomara que não seja também o trem da alegria de muitos apaniguados do governo. Enquanto isso, os trens da FERROBAN continuam importunando a cidade e apitandooooooooo. N.R. FERROBAN, atualmente se chama RUMO.

José Carlos Buch
www.buchadvocacia.com.br
buch@buchadvocacia.com.br

*ARTIGOS ASSINADOS NÃO REFLETEM A OPINIÃO DO JORNAL O REGIONAL

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