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O Natal

Estimados(as) leitores(as), meus votos de um Santo Natal.
O Natal só será feliz se for santo, ou seja, marcado pela presença de Deus.
Ele veio a primeira vez, pobre e humilde, mas cheio de graça e de verdade, para trazer-nos a salvação. Ele virá uma segunda vez, na glória, para levar à consumação a obra iniciada com a primeira vinda. Ele quer vir a cada pessoa, hoje, na força do Espírito, para dar direção à vida e trazer a paz, anunciada aos pastores pelos anjos, para aqueles que a buscam com sinceridade.
Cada um precisa acolher o Filho que vem. Ouçamos de novo João Batista: “preparai os caminhos do Senhor”. È preciso aplainar os montes e endireitar os caminhos tortuosos. Oração, penitência, esforço real de conversão, e caridade, amor concreto aos irmãos, são os meios de abrir espaço para a graça do Senhor que vem. Num mundo enlouquecido, onde a moda semeia morte e a busca do lucro banaliza as grandes festas, é preciso voltar ao essencial, redescobrir o cerne da dignidade humana, da própria dignidade e da dignidade dos irmãos, sobretudo dos que sofrem. Ser feliz não está na casca, está no cerne. Gorda ou magra, negra ou branca, rica ou pobre, a pessoa humana poderá ser feliz se descobrir dentro de si sua beleza, reflexo da divina beleza, e aprender a ver a beleza oculta de cada ser humano ainda que sob os farrapos da miséria. Faz já alguns anos que a modelo, Ana Carolina Reston Macan, modelo famosa, morreu de fome – anorexia – aos 21 anos, vítima de uma cultura vazia de valores profundos. Movia-a um desejo justo de melhorar as condições de vida da família. Matou-a a cultura da magreza. Foi devorada por dentro para satisfazer a fome de aparência de tantas outras. Que fome é essa que devora as pessoas por dentro levando-as a abocanhar o vazio? Pode o sentido da vida esgotar-se na aparência? Basta abrir certas revistas para ver como o culto da aparência, da forma física, invade a cultura atual, na maioria das vezes com excessivo mau gosto. Coisas, como plásticas desnecessárias – algumas levando a óbito-, para aumentar seios e empinar “bumbuns” abundam em nossa sociedade e constituem matéria de longas reportagens onde são enaltecidas, e dadas como modelos, jovens mulheres que parece terem vindo ao mundo para serem como flores artificiais sem perfume: mera aparência, destituídas de conteúdo. A criança nascida em Belém da mais linda das mulheres, despojada de toda aparência, agasalhada por pobres panos, em uma noite enfeitada de estrelas, ensina-nos que belo, desde suas raízes, é o ser humano, sem ornamentos outros que a veste do amor infinito que o envolve em seu divino abraço. Pense leitor sobre essas coisas. Para ajudá-lo, ofereço-lhe algumas reflexões da bem-aventurada Tereza de Calcutá: “Quando limpo as feridas de um leproso, sinto que estou cuidando do próprio Senhor. Não é uma experiência maravilhosa?” “O milagre não é realizarmos esse trabalho, mas que sejamos felizes ao fazê-lo”. “No mundo existe mais fome de amor e de estima do que de pão”. “É uma pobreza decidir que uma criança deve morrer para que você possa viver como deseja”. Tereza de Calcutá morreu transbordando amor. É dela essa oração que poderá ser sua oração nessa proximidade do Natal:: “Querido Jesus, eu creio que és o Filho de Deus, meu Salvador. Preciso que seu amor me purifique de meus erros e malfeitos. Preciso que sua luz afaste todas as trevas. Preciso que sua paz preencha e satisfaça meu coração. Eu agora abro a porta do meu coração e peço, por favor, entre em minha vida e me dê seu presente de vida eterna. Amém.” Para você, irmão(ã), um Santo e Feliz Natal!

Dom Eduardo

*ARTIGOS ASSINADOS NÃO REFLETEM A OPINIÃO DO JORNAL O REGIONAL

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